Transexuais e travestis fazem ato no RJ em defesa da democracia
Ditreitos Humanos

Transexuais e travestis fazem ato no RJ em defesa da democracia

  • 19/09/2026 17:41
  • Redação


A Marcha Trans & Travesti saiu às ruas na tarde deste sábado (19), no centro do Rio de Janeiro, em sua quinta edição, na luta pela garantia de direitos das pessoas trans. O tema deste ano foi a defesa da democracia.

“Quando a gente fala de democracia, ela tem corpo, território, classe, raça, gênero. A democracia também se mede pela possibilidade concreta de a pessoa existir, de ela ter o direito de circular pela cidade, trabalhar, estudar, cuidar da sua saúde, cuidar do seu corpo, construir os seus afetos”, afirma o organizador do evento, Gab Van.


Notícias relacionadas:Violência muda rotina e escolhas de 98% das mulheres brasileiras.Rio: MPF vai à Justiça cobrar plano de redução da letalidade policial.“Não vamos aceitar uma democracia que nos exclua”, acrescentou.


A Marcha Trans & Travesti começou em 2022, inspirada em uma caminhada feita, em 1993, por travestis que saíram da Candelária com destino à Cinelândia, para reivindicar direitos.

Segundo Van, é importante a realização da manifestação durante o período eleitoral, porque, segundo ele, questões relacionadas à população trans são utilizadas em discursos de “pânico moral” por alguns candidatos.

Além de ações de mobilização política, o evento trouxe apresentações artísticas e promoções de serviços sociais como a retificação do nome civil, por meio Núcleo de Diversidade Sexual da Defensoria Pública do Rio de Janeiro (Nudiversis), vacinação contra a gripe e testagem para o HIV e outras infecções sexualmente transmissíveis, em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde.





Edna Oliveira, do grupo mães pela diversidade, levou a filha Helena para retificar os documentos. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil


Edna Oliveira, que trabalha como supervisora de quiosque, aproveitou os serviços oferecidos pela Defensoria Pública para retificar o nome de sua filha, Helena, uma mulher trans de 22 anos.

\"A Helena começou sua transição [de gênero] há cerca de dois anos, mas nunca tinha manifestado o desejo de fazer a retificação do nome. Essa decisão foi construída ao longo de um tempo. E eu, como mãe, estou aqui para apoiá-la. A Helena já faz faculdade, ela precisa dessa identificação nova para quando pegar o diploma já seguir a vida dela com esse nome\".
  • Fonte: Agência Brasil
Envie fotos, vídeos, denúncias e reclamações para nossa equipe pelo E-mail contato@nortaonoticias.com.br

Compartilhar: