"Revolução metabólica" alerta sobre uso indiscriminado das canetas emagrecedoras
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"Revolução metabólica" alerta sobre uso indiscriminado das canetas emagrecedoras

  • 11/09/2026 09:07
  • Redação

As chamadas canetas emagrecedoras representam uma verdadeira revolução no tratamento da obesidade, mas o avanço dos medicamentos exige responsabilidade, acompanhamento médico e mudanças permanentes de hábitos.

O alerta é da médica especialista em Nutrologia, Dra.

Jussara Fialho Ferreira Côrtes.

Reproduç Assessoria | Unimed Cuiabá Para a especialista, os medicamentos representam uma transformação importante no enfrentamento das doenças metabólicas e ampliaram as possibilidades de tratamento da obesidade. “Eu digo que as canetas hoje, na minha opinião, são a revolução metabólica.

A gente teve a revolução industrial, a revolução tecnológica, e eu acho que as canetas são uma revolução metabólica”, afirmou a profissional em entrevista ao Unicast, podcast da Unimed Cuiabá produzido pelo Comitê Educativo.

Jussara lembra que os medicamentos surgiram inicialmente como uma alternativa para o tratamento do diabetes e, posteriormente, passaram a ocupar um espaço importante nas estratégias de combate à obesidade. “Não dá pra dizer que não é uma estratégia maravilhosa de tratamento de uma patologia”, destacou.

O avanço, no entanto, também trouxe um problema que preocupa os especialistas: o uso indiscriminado dos medicamentos e a busca por produtos sem procedência ou controle médico. “Agora, o brasileiro não tem medo, eles mandam trazer do Paraguai.

Tem produto que é 60 vezes maior a dose do que é liberado, isso é um risco enorme”, alertou a médica.

Segundo a especialista, o combate à obesidade não pode ser resumido ao uso de medicamentos.

O tratamento exige uma estratégia individualizada, acompanhamento profissional e, principalmente, mudanças de hábitos capazes de garantir a manutenção dos resultados alcançados. “Querendo ou não, você tem que ter uma estratégia de emagrecimento.

Tanto é que para você fazer um tratamento, o ideal é que o paciente seja liberado apenas dois anos, porque se você emagrece e não tem o tempo da manutenção, isso vem como uma avalanche”, explicou.

Ao abordar a obesidade, Dra.

Jussara também destaca a necessidade de compreender a doença de forma ampla.

Entre os temas discutidos estão as principais causas e fatores de risco, os impactos provocados na saúde e os critérios utilizados para o diagnóstico.

A médica ainda trata do papel da Nutrologia e da equipe multidisciplinar no acompanhamento dos pacientes, além da importância de iniciar o processo de emagrecimento de forma saudável e segura.

Outro ponto de atenção é a busca por resultados rápidos.

Dietas extremamente restritivas, promessas de emagrecimento imediato e o uso de medicamentos sem prescrição médica podem comprometer a saúde e dificultar a manutenção do peso ao longo do tempo.

Para a especialista, embora as canetas tenham ampliado significativamente as possibilidades de tratamento, elas não substituem o acompanhamento médico e a construção de novos hábitos.

A prescrição correta, o monitoramento do paciente e uma estratégia voltada para a manutenção dos resultados são fundamentais para que o emagrecimento ocorra de forma segura e duradoura.

Médico(a) responsável: Dra.

Jussara Fialho Ferreira Côrtes, Nutróloga, inscrito(a) no CRM 3450 Unimed Cuiabá - Registro ANS: nº 34208-4

  • Fonte: G1 Mato Grosso
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