Vídeo: câmeras mostram antes e depois da reação de engenheiro preso por matar mulher e esfaquear filha em MT
- 07/09/2026 09:56
- Redação
Câmeras registram antes e depois de assassinato de mulher em Mato Grosso Um vídeo de câmeras de segurança da casa onde Gleici Keli Geraldo de Souza, de 42 anos, foi assassinada pelo marido, o engenheiro Daniel Bennemann Frasson, mostra o antes e depois do crime, ocorrido em junho de 2025, em Lucas do Rio Verde, a 354 km de Cuiabá.
As imagens foram divulgadas neste domingo (6) pelo advogado Rodrigo Pouso Miranda, que representa a família da vítima (Assista acima).
Gleici e a filha, de 7 anos, estavam dormindo quando foram atacadas.
A menina sobreviveu após 22 dias internada em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Desde o crime, Daniel está As gravações, feitas nos dias anteriores ao assassinato, mostram discussões entre Gleici e Daniel.
De acordo com o advogado, os conflitos envolviam questões financeiras e bens do casal.
Segundo o advogado da família, dois dias antes do crime, Daniel teria ameaçado matar Gleici e a filha.
Uma mensagem enviada pela irmã do suspeito para Gleici também aparece no vídeo.
No texto, a cunhada orienta a vítima a esconder as facas.
Na manhã de 24 de junho de 2025, data do assassinato, as câmeras mostram Daniel andando pela residência.
Pouco depois, ele vai até a cozinha, pega uma faca e segue para o quarto onde Gleici dormia.
As imagens divulgadas mostram ainda o momento em que ele retorna do quarto com sangue nas mãos e nos braços.
Conforme informações do processo, Gleici sofreu cerca de 16 golpes.
O advogado da família também afirma que Daniel tinha uma consulta com um psiquiatra marcada para às 15h daquele mesmo dia.
Segundo ele, o homem havia aceitado comparecer ao atendimento, mas, às 6h55, atacou a mulher e a filha.
Laudo aponta possível inimputabilidade Um exame realizado pela Perícia Oficial e Identificação Técnica de Mato Grosso (Politec-MT) indicou que Daniel poderia ser considerado inimputável no momento do crime.
Na prática, isso significa que ele poderia não ter plena capacidade de entender que o ato cometido era ilegal.
A conclusão, porém, é questionada pelo Ministério Público e pela família da vítima.
Segundo o advogado, o primeiro laudo teve a homologação anulada e um novo exame foi realizado por três peritos.
A Justiça ainda deverá analisar os resultados para decidir se Daniel pode ou não ser considerado inimputável.
Momentos registrados pela câmera da casa antes e depois do ocorrido Reprodução Família questiona disputa por bens O representante da família de Gleici também cita uma disputa envolvendo o patrimônio deixado pela vítima.
Segundo ele, familiares de Daniel conseguiram sua interdição em outra comarca após o crime.
Posteriormente, teria sido apresentado, em nome do acusado, um pedido no inventário de Gleici para que ele tivesse direito a metade dos bens e dos valores obtidos com aluguéis.
O advogado usa o episódio para questionar a alegação de que Daniel não teria condições de compreender os próprios atos.
A capacidade mental do acusado, entretanto, ainda é objeto de análise judicial e deverá ser definida a partir dos exames periciais e demais provas do processo.