Entenda a paralisação dos garis que reduziu em 70% a frota de coleta de lixo em Cuiabá
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Entenda a paralisação dos garis que reduziu em 70% a frota de coleta de lixo em Cuiabá

  • 26/08/2026 16:28
  • Redação

Segundo a empresa, apenas 30% da frota está saindo da garagem nesta quarta-feira (26).

Prefeitura de Cuiabá/Assessoria Trabalhadores da Locar Saneamento Ambiental, empresa responsável pela coleta de resíduos em Cuiabá, fazem uma paralisação parcial desde a noite de terça-feira (25).

Segundo a empresa, apenas 30% da frota estava saindo da garagem.

Apesar disso, a Prefeitura de Cuiabá informou que a coleta de resíduos sólidos foi restabelecida 100% a partir das 14h desta quarta-feira (26).

Justiça determina distância de 50 metros e proíbe bloqueio de caminhões de lixo em Cuiabá O advogado Celso Correa, que representa os funcionários que integram a comissão, afirmou ao g1 que os trabalhadores enfrentam uma série de problemas trabalhistas e que parte das reivindicações apresentadas à Locar ainda não foi formalizada em um acordo.

Segundo ele, uma fiscalização do Ministério do Trabalho, realizada entre fevereiro e 3 de julho de 2025, identificou irregularidades nas condições de trabalho dos funcionários da Locar que atuavam nos contratos de Cuiabá e Várzea Grande.

Agora no g1 Entre as irregularidades apontadas pelo advogado estão: suposta manipulação de cartões de ponto; falta de água potável; ausência de equipamentos de proteção individual (EPIs) adequados; e falta de pontos de apoio para os trabalhadores.

Quais são as reivindicações?

Segundo o advogado Celso Correa, a comissão reuniu uma série de reinvindicações para serem negociadas: Cessação da jornada excessiva de trabalho (jornada dobrada), com retorno aos limites legais de duração da jornada estabelecida na convenção coletiva da categoria; Aplicação imediata do reajuste salarial previsto na Convenção Coletiva de Trabalho, com pagamento das diferenças salariais retroativas à data-base; Cessação imediata dos atrasos reiterados nos depósitos do FGTS; Cessação imediata dos atrasos reiterados no recolhimento das contribuições previdenciárias (INSS) ; Pagamento da remuneração de férias, acrescida do terço constitucional, com antecedência mínima de 2 (dois) dias do início do respectivo período de gozo; Pagamento das horas extras diárias apuradas, em conformidade com a fiscalização realizada pelo Ministério do Trabalho e Emprego entre fevereiro a junho de 2025 retroativo a 5 anos atrás; Pagamento do intervalo intrajornada não usufruído; Fim da sobrecarga de trabalho decorrente da redução da equipe por caminhão; Substituição do fornecimento de lanche inadequado pelo pagamento de vale lanche; Cessação imediata de condutas de assédio moral e racial praticadas por fiscais da empresa terceirizada; Efetiva fiscalização da Prefeitura de Cuiabá sobre o cumprimento do contrato com a empresa terceirizada; Creditação do vale alimentação/vale lanche no cartão dos trabalhadores entre os dias 28 e 30 de cada mês; Pagamento de vale combustível a todos os garis que utilizem moto ou carro próprio como meio de deslocamento a serviço da empresa; Ao g1, a Locar afirmou que os benefícios já estão sendo cumpridos, embora o documento que formaliza o acordo ainda não tenha sido assinado pela comissão.

A empresa ainda afirma que, em fevereiro, os funcionários receberam reajuste salarial de 7,89%.

Com o aumento, o salário-base passou para R$ 1.903,13, além do adicional de insalubridade de 40%, segundo a empresa.

Segundo a empresa, a única questão que não foi aceita é a estabilidade para os integrantes da comissão, por entender que não há previsão legal para a medida.

A respeito dos casos de assédio citados, a empresa afirma que as denúncias estão sendo apuradas internamente.

Estabilidade dos membros da comissão O novo impasse envolve o pedido de estabilidade de um ano para os integrantes da comissão.

Segundo a Locar, a reivindicação surgiu após as demais negociações e não fazia parte da pauta inicial.

A empresa afirmou que vai levar a questão à Justiça por entender que a estabilidade não tem previsão legal.

Neste meio tempo, o advogado dos funcionários da comissão afirmou que dois membros foram demitidos durante o período de negociação, entre 10 e 24 de agosto, o que, segundo ele, seria uma tentativa de enfraquecer a representação dos trabalhadores.

Apesar isso, a Locar afirmou que as demissões foram feitas por outras razões que as denúncias são infundadas. "As demissões que ocorreram no período são processos naturais em qualquer empresa e que são medidos por produtividade e assiduidade, não tendo nenhuma relação com as manifestações.

Sobre o documento que formaliza os novos benefícios ainda não foi assinado pela comissão e não pela Locar.

Todavia, tudo que foi acordado já está sendo cumprido pela empresa.

Sobre o corte de água aos colaboradores é inadmissível uma acusação como esta e está completamente fora da realidade dos fatos", afirmou a empresa em nota.

Como está sendo feito o serviço?

A coleta não foi totalmente suspensa.

Cerca de 30% da frota continua em operação, segundo a Locar e a Prefeitura.

A Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos (Limpurb) reiterou que acompanha a situação e cobra da empresa a retomada integral das atividades.

Segundo a Prefeitura de Cuiabá, os trabalhadores permaneciam na garagem da empresa e impediam a saída dos demais veículos.

O serviço, no entanto, foi normalizado às 14h desta quarta-feira (26), conforme informado pela prefeitura.

  • Fonte: G1 Mato Grosso
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