Operação apreende carros de luxo avaliados em R$ 1,5 milhão entre RJ e MT

Operação apreende carros de luxo avaliados em R$ 1,5 milhão entre RJ e MT

  • 25/08/2026 07:57
  • Redação

A operação é conduzida pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco).

PJC-MT Cinco carros de luxo, avaliados em cerca de R$ 1,5 milhão, foram sequestrados pela Polícia Civil durante a Operação Dark Route, deflagrada nesta terça-feira (25) contra um núcleo de uma facção criminosa com atuação entre Mato Grosso e Rio de Janeiro.

A ação cumpre nove mandados de prisão preventiva e três de busca e apreensão em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá, e no Rio de Janeiro.

Segundo a investigação, o grupo mantinha uma estrutura no Rio de Janeiro para proteger foragidos da Justiça de Mato Grosso, abrigar integrantes armados, movimentar dinheiro e oferecer suporte logístico à organização criminosa.

Parte dos investigados estava instalada no Complexo do Alemão.

A operação é conduzida pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco).

As medidas foram determinadas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias – Polo Cuiabá.

Agora no g1 Segundo a Polícia Civil, o objetivo é atingir diferentes áreas da estrutura criminosa, incluindo os foragidos que usavam o Rio de Janeiro como base e os responsáveis pelos setores financeiro, operacional, logístico e patrimonial do grupo em Mato Grosso.

Antes da operação, um dos alvos foi preso ao deixar o Complexo do Alemão para ir a uma academia.

Segundo a Polícia Civil, ele é apontado como um dos auxiliares da liderança investigada.

Além dele, outros dois alvos foram presos nesta terça-feira em Várzea Grande.

No município, também foi cumprido um mandado de busca e apreensão.

A Justiça determinou o sequestro de cinco veículos usados, segundo a investigação, por integrantes da facção.

De acordo com a Polícia Civil, parte dos veículos estava registrada em nome de terceiros, mas era utilizada por pessoas próximas à liderança investigada.

A medida busca retirar patrimônio do grupo e atingir os bens usados para manter a estrutura criminosa.

Principal alvo continua foragido O principal alvo da investigação continua foragido e, segundo a Polícia Civil, está escondido no Rio de Janeiro.

Ele não foi localizado nesta fase da operação.

A investigação aponta que, mesmo após fugir de Mato Grosso, o suspeito continuou envolvido nas atividades criminosas.

Segundo a polícia, ele mantinha contato com operadores financeiros, integrantes armados, familiares e outras pessoas que davam suporte à organização.

Com a Operação Dark Route, ele passou a ter um novo mandado de prisão preventiva em aberto pelos fatos investigados.

Estrutura criminosa Segundo a investigação, o Rio de Janeiro era usado pelos criminosos não apenas como esconderijo.

A estrutura montada no estado funcionava como uma base de proteção, comando e articulação, reunindo foragidos da Justiça de Mato Grosso, integrantes armados e pessoas responsáveis pelo suporte à liderança.

Parte dos integrantes estava instalada no Complexo do Alemão.

Segundo a Polícia Civil, o local funcionava como ponto de apoio para criminosos que mantinham conexões com as atividades realizadas em Mato Grosso.

A Polícia Civil também identificou integrantes do grupo portando e efetuando disparos com fuzis de uso restrito, além de registros relacionados à guarda e à movimentação de armas e munições.

Segundo os investigadores, os chamados "soldados armados" atuavam em áreas dominadas pela facção no Rio de Janeiro e mantinham ligação com as atividades desenvolvidas em Mato Grosso.

  • Fonte: G1 Mato Grosso
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