Irmão de ex-governador em MT é alvo da PF em operação que investiga fraude em armas
- 20/08/2026 10:34
- Redação
Antônio da Cunha Barbosa Filho, conhecido como Toninho Barbosa Reprodução O empresário Antônio da Cunha Barbosa Filho, o Toninho Barbosa, irmão do ex-governador de Mato Grosso Silval Barbosa, foi alvo de uma operação da Polícia Federal nesta quinta-feira (20), em Cuiabá.
A investigação apura uma suposta fraude na documentação usada para obter o registro de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC) e, com isso, adquirir armas de fogo.
O g1 entrou em contato com a defesa de Antônio da Cunha Barbosa Filho, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.
A ação, batizada de Operação Guardiões de Fogo, cumpriu um mandado de busca e apreensão contra o empresário.
O endereço fica no Condomínio Alphaville, na capital mato-grossense.
Durante a operação, os policiais apreenderam um revólver calibre .36, além de 46 munições e documentos que devem passar por análise.
Segundo a Polícia Federal, a apuração começou a partir de indícios de que o suspeito teria apresentado documentação fraudulenta para conseguir o registro de CAC.
A suspeita é de que o procedimento tenha sido usado para driblar as exigências previstas para a compra e a manutenção de armas de fogo.
Agora no g1 Investigação Toninho Barbosa teria recorrido a um despachante para providenciar a documentação necessária à compra de armas.
Em um dos documentos apresentados, a PF teria identificado inconsistências em uma certidão.
A Polícia Federal informou que a investigação busca esclarecer como a documentação teria sido utilizada para a obtenção do registro de CAC e verificar eventuais responsabilidades relacionadas à posse das armas.
Quem é Toninho Barbosa?
Toninho Barbosa é irmão do ex-governador de Mato Grosso Silval Barbosa e já esteve relacionado a outras investigações policiais.
Em 2017, Toninho foi obrigado a devolver R$ 3,4 milhões ao Estado.
Como forma de indenização, teria oferecido imóveis e uma propriedade rural avaliados em aproximadamente R$ 3,4 milhões.
A operação desta quinta-feira, no entanto, trata especificamente das suspeitas relacionadas à documentação para obtenção do registro de CAC e à posse de armas.
A Polícia Federal informou que as investigações continuam para esclarecer as circunstâncias da suposta fraude.