Câmara de Cuiabá cria frente católica para discutir políticas públicas
- 19/08/2026 10:18
- Redação
Fé e política: Câmara de Cuiabá cria frente católica para propor ações e projetos Reprodução Uma nova frente parlamentar criada pela Câmara de Cuiabá busca aproximar debates ligados à Igreja Católica da atividade legislativa municipal.
O grupo, chamado Frente Parlamentar Católica, poderá discutir políticas públicas, apresentar projetos e acompanhar ações do poder público em áreas como família, saúde, educação, assistência social, inclusão e liberdade religiosa.
A criação foi oficializada por meio da Resolução nº 017, de 11 de agosto de 2026, publicada na Gazeta Municipal nesta terça-feira (18).
A proposta é do vereador Tenente-Coronel Dias (Cidadania) e foi promulgada pela presidente da Câmara, vereadora Paula Calil (PL).
A participação dos vereadores será voluntária.
A frente não terá personalidade jurídica própria e funcionará durante a atual legislatura, podendo ser encerrada antes disso caso os integrantes decidam.
Agora no g1 O que a frente poderá fazer?
Na prática, o grupo terá autorização para organizar audiências públicas, debates, seminários e reuniões.
Também poderá apresentar projetos de lei, indicações e requerimentos, além de acompanhar e fiscalizar políticas públicas relacionadas aos temas definidos pela frente.
A resolução prevê ainda a participação de representantes da sociedade civil, instituições religiosas, entidades assistenciais e especialistas convidados.
Os vereadores também poderão representar a Câmara em eventos religiosos, sociais e institucionais, participar de congressos e encontros, promover campanhas educativas e sociais e buscar parcerias com instituições públicas e privadas.
Proteção à família e combate à intolerância Entre os objetivos estabelecidos estão a discussão de políticas voltadas à proteção da vida, da família e da dignidade humana.
O grupo também deverá incentivar ações sociais e assistenciais realizadas por entidades religiosas, especialmente organizações ligadas à Igreja Católica.
A frente também terá entre suas atribuições a defesa da liberdade religiosa e o combate à intolerância entre diferentes crenças.
E a laicidade do Estado?
Apesar de ter uma religião específica como foco, a própria resolução estabelece limites para a atuação do grupo.
As atividades deverão seguir a Constituição Federal e respeitar a laicidade do Estado, a liberdade de crença, o interesse público e a diversidade religiosa.
Isso significa que, segundo o texto aprovado, a criação da frente não dá ao grupo poder para privilegiar uma religião em detrimento das demais.
A proposta prevê justamente que o debate seja conduzido com respeito às diferentes crenças.