Nova regra da CBV afeta participação de Tifanny na Superliga de vôlei

Nova regra da CBV afeta participação de Tifanny na Superliga de vôlei

  • 15/08/2026 16:03
  • Redação


O Osasco São Cristóvão Saúde se manifestou após a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) anunciar, na sexta-feira (14), uma nova política de elegibilidade segundo a qual somente atletas do sexo biológico feminino podem disputar as competições femininas da entidade. A oposta Tifanny, primeira atleta trans a disputar a Superliga, em dezembro de 2017, representa o clube paulista desde 2021 e conquistou com a equipe o título da temporada 2024/2025.

Em nota, o Osasco afirmou ter sido \"surpreendido\" pela decisão da CBV. Segundo o clube, a medida foi tomada \"sem qualquer participação ou opinião prévia do clube\". O caso foi encaminhado ao departamento jurídico, que \"está avaliando a normativa publicada para definição dos próximos passos\". O Osasco também declarou \"integral apoio a Tifanny\".
 





Osasco apoia Tifanny após mudança que veta trans no vôlei feminino. Foto: Osasco - @carol__fotografia - Osasco - @carol__fotografia


Notícias relacionadas:Vôlei: Cármen Lúcia libera participação de Tiffany em jogo em Londrina.Quem também se pronunciou foi a Federação Paulista de Volleyball (FPV). A entidade informou que, como o Campeonato Paulista teve início antes da publicação da nova política, \"eventuais medidas\" serão tomadas \"para as próximas competições [...] após análise e manifestação das áreas jurídica e de saúde\".

Assim, Tifanny segue liberada para disputar o Campeonato Paulista. Neste sábado (15), a equipe do Osasco estreia na competição contra o Pinheiros, às 21h30 (horário de Brasília), no Ginásio José Liberatti, em Osasco (SP).

Nova política

Segundo a CBV, o novo critério de elegibilidade busca estar em conformidade com regras do Comitê Olímpico Internacional (COI) e da Federação Internacional de Voleibol (FIVB). As atletas deverão cumprir os critérios estabelecidos pela nova política, que incluem a apresentação de resultado negativo para o gene SRY.

A norma anterior previa que mulheres trans poderiam atuar desde que os níveis de testosterona sérica estivessem abaixo de determinado limite. A nova determinação entra em vigor nas próximas edições da Superliga, nas duas principais divisões, e da Supercopa, além da Copa Brasil e do Circuito Brasileiro de vôlei de praia de 2027.

Em fevereiro deste ano, a ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu uma liminar que permitiu a participação de Tifanny na Copa Brasil, em Londrina (PR), atendendo a pedido da própria CBV. Antes da decisão, a Câmara de Vereadores da cidade aprovou, em regime de urgência, um requerimento relacionado à participação de atletas trans em eventos esportivos no município.
  • Fonte: Agência Brasil
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