Missão humanitária leva atendimento odontológico a Território Indígena do Xingu em MT
- 15/08/2026 08:39
- Redação
Missão humanitária da ONG Por1Sorriso esteve no Território Indígena do Xingu (MT) em 2025 Cerca de 170 indígenas das etnias Ikpeng e Kaiabi receberão atendimento odontológico especializado e gratuito na Aldeia Ilha Grande, no Território Indígena do Xingu (MT), durante uma missão humanitária da ONG Por1Sorriso.
A ação será realizada Querência, a 912 km de Cuiabá, a partir desta segunda-feira (17).
A organização montará uma estrutura completa de consultórios odontológicos temporários na Aldeia Ilha Grande.
A ação reúne procedimentos especializados e atividades preventivas e educativas de saúde bucal, com foco na continuidade do atendimento e no respeito às comunidades locais.
Os atendimentos seguem até o dia 22 de agosto e serão destinados exclusivamente a indígenas previamente selecionados e encaminhados pelo Distrito Sanitário Especial Indígena Xingu (DSEI Xingu) e pelas lideranças indígenas.
Os pacientes são provenientes de diversas aldeias do Médio e Baixo Xingu, incluindo comunidades atendidas pelos Polos Base Pavuru e Diauarum.
Com uma equipe de cerca de 40 voluntários, a ONG contará com suporte do DSEI Xingu e apoio da Embaixada da Nova Zelândia para a realização da iniciativa.
ONG vai pela terceira vez ao Xingu Dentistas e voluntários da ONG Por1Sorriso realizam atendimento odontológico humanizado em comunidade indígena de Mato Grosso ONG Por1Sorriso/Divulgação A missão deste ano marca a terceira atuação da ONG Por1Sorriso no Território Indígena do Xingu.
As ações anteriores ocorreram em 2018 e 2025, ambas no Território Indígena Wawi.
Em 2026, a organização mudou o local da missão para a Aldeia Ilha Grande, no Polo Pavuru.
A diretora de ações da ONG Por1Sorriso, Juliana Fanaro, destacou a importância de levar os procedimentos para dentro do território. “Quando a gente entra no território e monta toda essa estrutura, a gente consegue fazer tratamentos em uma semana que eles levariam muitos meses para conseguir fazer, e muitas vezes eles não conseguem nem retornar, justamente pela dificuldade de acesso", declarou.
Ela explicou que a mudança de localidade neste ano também busca ampliar o alcance da missão. “Escolhemos este ano a Ilha Grande porque é um polo mais centralizado.
Então, pessoas de outras comunidades conseguem ter acesso ao local e também serem atendidas.
Por isso, nessa terceira ação, a gente mudou a localidade para conseguir chegar a mais pessoas".
Em 2026, a ONG Por1Sorriso completa 10 anos de existência e, segundo a organização, já realizou mais de 100 mil procedimentos odontológicos gratuitos.
Fundada pelo cirurgião-dentista Felipe Rossi, a instituição já atendeu mais de 30 mil pessoas em 40 cidades de 10 estados brasileiros, além de realizar missões internacionais no Quênia e em Moçambique.
Voltada ao atendimento de pessoas em situação de vulnerabilidade social, a ONG opera com uma estrutura itinerante, mobilizando voluntários entre dentistas de diferentes especialidades, protéticos e equipes de apoio.
A organização se mantém por meio de apoio de empresas e doações de pessoas físicas, que viabilizam desde a aquisição de insumos até a logística necessária para levar atendimento a regiões de difícil acesso.
Procedimentos A missão contará com atendimentos em diferentes especialidades odontológicas, incluindo dentística, cirurgia oral menor, próteses, endodontia e odontopediatria.
Também serão realizadas ações educativas sobre higiene bucal e prevenção de doenças diretamente com os moradores das aldeias.
Segundo Juliana, entre as principais demandas identificadas estão tratamentos de canal, procedimentos cirúrgicos e a confecção de próteses.
A diretora explica que, em uma missão como essa, um mesmo paciente pode passar por diferentes procedimentos. “Numa ação como essa, a gente faz mais de mil procedimentos, porque cada paciente tem muitas demandas", disse.
A organização também prevê o acompanhamento dos pacientes após a missão, em contato com os dentistas que atuam nas comunidades.
Segundo Juliana, a intenção é manter ações de longo prazo no território. “A nossa ideia é sempre fazer ações de longo prazo: no ano que vem retornar e no outro, justamente para conseguir acompanhar esses pacientes e acompanhar o nosso trabalho, os resultados do trabalho em si".