Vereador e mais uma pessoa são indiciados por morte de jovem em Poxoréu (MT)
- 13/08/2026 17:41
- Redação
Vereador Túlio César Reprodução/ redes sociais A Polícia Civil concluiu, nesta quinta-feira (13), o inquérito que investigou a morte de Lavínia Gabrielly Guimarães Coutinho, de 20 anos, assassinada a tiros dentro de uma casa noturna, em Poxoréu, a 259 km de Cuiabá.
Duas pessoas foram indiciadas por participação no crime e, em apuração realizada pelo g1, foi confirmado que entre elas está o vereador Túlio César (Republicanos).
O g1 busca o contato com a defesa do vereadore o com o partido Republicanos, mas até a última atualização dessa reportagem não obteve retorno.
Lavínia foi morta na madrugada de 10 de maio.
Segundo a investigação, um homem armado entrou na casa noturna, às margens da MT-130, efetuou vários disparos contra a jovem e fugiu.
A perícia identificou ao menos cinco tiros disparados a curta distância.
Quatro atingiram regiões vitais e um foi efetuado quando a vítima já estava caída.
Agora no g1 A investigação, conduzida pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Primavera do Leste, apontou que o homicídio foi planejado e teria sido motivado pela suspeita de que Lavínia repassava informações às forças de segurança sobre a atuação de uma facção criminosa em Poxoréu.
Investigação Uma das primeiras frentes da apuração foi a reconstrução da fuga.
Segundo a Polícia Civil, o executor deixou o local em uma moto, sem placa aparente, que foi abandonada em uma região conhecida como “lixão”, em Poxoréu.
Horas depois, o veículo foi localizado.
O suspeito teria continuado a fuga em um carro, que passou a ser procurado pelos investigadores.
A polícia também analisou o círculo de convivência da vítima e os acontecimentos que antecederam o crime.
Horas antes do homicídio, Lavínia estava acompanhada de uma adolescente.
As duas participaram de uma confraternização antes de seguirem para a casa noturna.
Segundo o inquérito, a jovem mantinha contato com integrantes das forças de segurança e auxiliava a mãe, que prestava serviços no quartel da Polícia Militar.
Integrantes de uma facção criminosa teriam passado a suspeitar que Lavínia repassava informações sobre o tráfico de drogas na cidade.
Lavignia Gabrielly Guimaraes Coutinho, de 20 anos, teve a morte confirmada ainda no local Reprodução/redes sociais Crime planejado A análise de celulares de pessoas próximas à vítima indicou, segundo a polícia, que a adolescente que acompanhava Lavínia tinha conhecimento prévio do plano.
Ela teria recebido uma chamada de vídeo de uma pessoa que estava presa e permanecido ao lado da vítima para não levantar suspeitas.
As informações reunidas apontaram para uma divisão de tarefas entre os envolvidos, com pessoas responsáveis por acompanhar a vítima, indicar sua localização, executar o crime e providenciar a fuga.
Prisão do vereador Em julho, a Polícia Civil deflagrou a Operação Elo Oculto, que cumpriu oito ordens judiciais, incluindo prisões temporárias e mandados de busca e apreensão.
Entre os alvos estava o vereador Túlio César, que teve a prisão temporária decretada.
Ele já havia sido alvo de busca e apreensão em junho, quando negou qualquer participação no homicídio.
Após a prisão temporária, o parlamentar foi liberado.
Nesta segunda-feira (10), Túlio César voltou a ser preso, desta vez por decisão preventiva, durante uma nova fase da investigação sobre a morte de Lavínia.
Indiciamento Com os elementos reunidos ao longo da investigação, a Polícia Civil concluiu que o homicídio foi planejado e teria ocorrido no contexto da atuação de uma facção criminosa.
Dois adultos foram indiciados por homicídio qualificado, por motivo torpe e por recurso que dificultou a defesa da vítima, além de organização criminosa.
Em apuração realizada pelo g1, foi confirmado que um dos indiciados é o vereador Túlio César.
O outro indiciado é apontado como responsável por dar apoio na fuga do executor.
Segundo a investigação da Policia Cívil, Túlio teria atuado na coordenação do crime.
Os elementos relacionados à adolescente identificada durante a apuração serão encaminhados para o tratamento jurídico previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente.
As investigações continuam para identificar o autor dos disparos e apurar a possível participação de outras pessoas no crime.