Denúncia de caso extraconjugal, visita antes do crime e contato com a esposa da vítima: os sinais de que preso por morte de PM planejou o assassinato, segundo a polícia

Denúncia de caso extraconjugal, visita antes do crime e contato com a esposa da vítima: os sinais de que preso por morte de PM planejou o assassinato, segundo a polícia

  • 05/08/2026 23:00
  • Redação

Delegado Rogério Gomes fala sobre a morte de PM em Várzea Grande A Polícia Civil aponta que Jonathan Vieira dos Santos, de 33 anos, planejou o assassinato do cabo da PM Renato Oliveira Aragão, de 32 anos.

Segundo a investigação, indícios de premeditação incluem um boletim de ocorrência registrado meses antes do crime, uma visita ao local onde o policial dava aulas de jiu-jitsu dias antes da execução e um contato com a esposa da vítima para relatar uma suposta traição.

Renato foi morto a tiros enquanto ministrava uma aula de jiu-jitsu em um projeto social no Centro de Referência de Assistência Social (Cras), no bairro Cristo Rei, em Várzea Grande, na terça-feira (4).

Jonathan foi imobilizado pelos alunos que participavam da atividade e preso em flagrante.

Nesta quarta-feira (5), a prisão foi convertida em preventiva pelo juiz Pierro de Faria Mendes, da 1ª Vara Criminal da Comarca de Várzea Grande.

De acordo com o delegado Rogério Gomes, responsável pelo caso, a principal linha de investigação é de que o crime foi motivado por um suposto relacionamento extraconjugal entre Renato e a esposa de Jonathan.

O primeiro indício apontado pela investigação é um boletim de ocorrência registrado pelo suspeito meses antes do homicídio.

No documento, que foi anexado ao processo e tramita sob segredo de Justiça, Jonathan relatou aos policiais que a esposa mantinha um suposto relacionamento amoroso com o militar havia cerca de dois anos e pediu providências. "Ele informou os policiais sobre o possível relacionamento amoroso entre a esposa dele e o policial e pediu certas providências.

Segundo ele, o boletim era para se resguardar", afirmou o delegado.

Outro ponto destacado pela Polícia Civil é que Jonathan teria procurado Renato dias antes do crime no mesmo local onde o cabo costumava ministrar as aulas de jiu-jitsu.

Segundo o delegado, testemunhas relataram comportamentos que demonstravam o descontentamento do suspeito com a situação. "Há várias informações que apontam que o suspeito estaria dando certos sinais de alerta do seu descontentamento com esse possível envolvimento amoroso da vítima com a sua esposa", disse.

As investigações também revelaram que, cerca de três dias antes do assassinato, Jonathan entrou em contato com a esposa de Renato para informar sobre o suposto relacionamento extraconjugal.

Conforme relatos de testemunhas, ele acreditava que, após a conversa, o envolvimento entre os dois teria terminado.

No entanto, segundo o delegado, o policial voltou a manter contato com a mulher do suspeito.

Jonathan Vieira dos Santos, de 33 anos, foi preso por matar o cabo da Polícia Militar Renato Oliveira Aragão, em Várzea Grande (MT) Reprodução A esposa de Renato foi ouvida pela Polícia Civil e confirmou que tinha conhecimento do relacionamento extraconjugal.

Já a mulher de Jonathan ainda não foi localizada para prestar depoimento.

Ao g1, a defesa de Jonathan informou que não irá comentar detalhes do caso, mas afirmou que o investigado é primário, possui residência fixa, exerce atividade lícita e colaborará com as autoridades para o completo esclarecimento dos fatos.

Os advogados também sustentam que existem elementos que indicam um histórico anterior de conflitos e ameaças envolvendo Jonathan e Renato.

Segundo a defesa, essas informações serão apresentadas ao Poder Judiciário pelos meios processuais cabíveis.

o caso Cabo Renato Oliveira Aragão foi morto a tiros durante aula de jiu-jitsu em Várzea Grande (MT) Reprodução Renato foi morto enquanto ministrava uma aula de jiu-jitsu em um projeto social realizado no Centro de Referência de Assistência Social (Cras), no bairro Cristo Rei, em Várzea Grande.

Segundo a Polícia Civil, Jonathan invadiu o local e efetuou cerca de seis disparos contra o policial.

Renato foi socorrido e levado ao Pronto-Socorro de Várzea Grande, mas não resistiu aos ferimentos.

Após os tiros, o suspeito foi contido pelos próprios alunos que participavam da aula até a chegada da Polícia Militar.

Em seguida, foi preso em flagrante, levado ao Centro Integrado de Segurança e Cidadania (Cisc) do bairro Parque do Lago e teve a prisão convertida em preventiva nesta quarta-feira.

Em nota, a Polícia Militar lamentou a morte do cabo.

O comandante do 2º Comando Regional, coronel Ricardo Mendes, afirmou que a corporação perdeu um policial que desempenhava uma função social no momento em que foi assassinado. "É uma triste perda para nossa corporação, de um policial que estava exercendo a função social e teve sua vida interrompida covardemente.

Felizmente, apesar da situação triste, conseguimos deter o assassino e levá-lo preso.

Esperamos que a Justiça seja feita de forma rápida e desejamos que Deus conforte todos os familiares e amigos pela perda do cabo Aragão", declarou.

O velório de Renato foi realizado na capela Bom Jesus, em Várzea Grande, na noite desta quarta-feira (5).

O sepultamento está previsto para as 11h desta quinta-feira (6), no cemitério Parque Bom Jesus, em Cuiabá.

A Polícia Civil continua investigando o caso para concluir o inquérito e esclarecer todos os detalhes sobre a motivação e o eventual planejamento do homicídio.

Jonathan Vieira dos Santos, de 33 anos, foi preso por matar o cabo da Polícia Militar Renato Oliveira Aragão, em Várzea Grande (MT) Reprodução

  • Fonte: G1 Mato Grosso
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