Entregadores por aplicativo fazem paralisação em Cuiabá e cobram aumento da taxa mínima
- 31/07/2026 11:59
- Redação
Os profissionais paralisaram as atividades para pedir melhores taxas de entrega Reprodução Entregadores por aplicativo da região metropolitana de Cuiabá aderiram, nesta sexta-feira (31), à paralisação nacional da categoria.
Os trabalhadores se concentraram na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), desligaram os aplicativos de entrega e realizaram um protesto por ruas da capital.
Entre as principais reivindicações está o aumento da taxa mínima paga por entrega, que, segundo a categoria, deveria passar para R$ 10.
Hoje, a o valor é de cerca de R$ 3,50.
De acordo com um dos organizadores do ato, João Gabriel Patriota Muniz, os valores pagos pelas plataformas não acompanham o aumento do custo de vida e das despesas para manter a atividade. "A manutenção dos pneus, a manutenção da moto, a gasolina e até a alimentação ficaram mais caras.
Um salgado hoje custa R$ 8, e a nossa taxa mínima é de R$ 3.
Não tem como a gente permanecer nesses valores", afirmou.
Agora no g1 Após a concentração na UFMT, os entregadores percorreram algumas regiões da cidade em manifestação.
O grupo passou pela região do Jardim Aclimação, nas proximidades de um shopping, para chamar a atenção para as reivindicações da categoria.
Proposta a ser votada Atualmente, um projeto em tramitação na Câmara dos Deputados propõe que entregadores por aplicativo recebam R$ 8,50 por entrega em trajetos de até 3 quilômetros de carro ou 4 quilômetros a pé, de bicicleta ou de moto.
A proposta também prevê uma alternativa de remuneração por tempo trabalhado, com pagamento mínimo equivalente a dois salários mínimos por hora, atualmente estimado em R$ 14,74 por hora.
Já a proposta defendida pelo governo estabelece uma taxa mínima de R$ 10 por entrega, acrescida de R$ 2,50 por quilômetro percorrido além da distância inicial.
Já representantes de empresas afirmam que as divergências vão além da discussão sobre o valor mínimo e que as mudanças propostas pelo governo e pelo Congresso vão inviabilizar o serviço, além de aumentar os custos da operação.