Casal é condenado por manter sobrinha em trabalho escravo por 10 anos em MT

Casal é condenado por manter sobrinha em trabalho escravo por 10 anos em MT

  • 24/07/2026 09:18
  • Redação

Sede Tribunal Regional do Trabalho em MT TRT/Assessoria Um casal foi condenado a pagar R$ 30 mil de indenização por danos morais e as verbas trabalhistas à sobrinha, que foi submetida a condições análogas à escravidão por cerca de 10 anos, em Chapada dos Guimarães, a 65 km de Cuiabá.

A decisão foi divulgada pelo Tribunal Regional do Trabalho de Mato Grosso (TRT-MT) nessa quinta-feira (23).

Segundo o TRT, a vítima era obrigada a realizar trabalhos domésticos sem remuneração e em condições degradantes desde a adolescência.

Após a morte dos pais, ela passou a morar com a avó e, depois que a idosa morreu, ficou sob a tutela legal dos tios.

Ainda conforme o órgão, ao atingir a maioridade, a jovem chegou a fugir da casa, mas foi localizada e obrigada a retornar à propriedade onde vivia com o casal.

Saiba o que é trabalho escravo O caso foi descoberto em setembro de 2019, quando a jovem foi resgatada durante uma fiscalização da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego.

Após o resgate, foi ajuizada uma ação trabalhista.

Uma decisão da 5ª Vara do Trabalho de Cuiabá havia considerado o processo prescrito pela falta de bens dos condenados.

No entanto, o TRT-MT reverteu o entendimento e decidiu que, em casos de trabalho análogo à escravidão, a ausência de patrimônio dos condenados não impede a continuidade da cobrança.

O que é 'trabalho análogo à escravidão'?

Especialista explica diferenças com exploração abolida em 1888 Com isso, o processo voltará à Vara do Trabalho e permanecerá suspenso até que sejam encontrados bens do casal que possam ser usados para quitar a condenação.

Quando isso ocorrer, a execução será retomada. ⚠️ Como denunciar?

O Disque 100 funciona diariamente, 24 horas por dia, incluindo sábados, domingos e feriados.

As ligações podem ser feitas de todo o Brasil, de forma gratuita, a partir de qualquer telefone fixo ou móvel.

Qualquer pessoa pode registrar denúncia sobre violações de direitos humanos das quais seja vítima ou tenha conhecimento.

A partir disso, o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania recebe, analisa e encaminha as denúncias aos órgãos de proteção e responsabilização.

O governo também mantém um canal específico para denúncias de trabalho análogo à escravidão: o Sistema Ipê, disponível na internet.

O denunciante não precisa se identificar e deve inserir o maior número possível de informações.

  • Fonte: G1 Mato Grosso
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