Porco-espinho é resgatado perto de máquinas de alta temperatura em fábrica de alimentos de MT

Porco-espinho é resgatado perto de máquinas de alta temperatura em fábrica de alimentos de MT

  • 18/07/2026 18:22
  • Redação

Segundo o Corpo de Bombeiros, o animal estava sobre a estrutura metálica do telhado, próximo aos equipamentos industriais.

CBMMT Os funcionários de uma fábrica de alimentos tiveram uma surpresa ao chegarem para trabalhar: um porco-espinho estava "passeando" próximo a uma área com equipamentos que operavam em altas temperaturas.

O caso aconteceu no Distrito Industrial de Primavera do Leste, a 243 km de Cuiabá, na última sexta-feira (17).

O Corpo de Bombeiros foi acionado para resgatar o animal e devolvê-lo à natureza.

Segundo o Corpo de Bombeiros, o animal estava sobre a estrutura metálica do telhado, próximo aos equipamentos industriais.

A situação representava risco para o porco-espinho e também poderia interferir na rotina da fábrica.

Agora no g1 A equipe da 6ª Companhia Independente Bombeiro Militar (6ª CIBM) foi acionada por volta das 8h30 e fez a captura do animal com segurança, sem causar ferimentos.

Após o resgate, os bombeiros avaliaram o porco-espinho e constataram que ele estava bem.

Em seguida, o animal foi levado para uma área de mata adequada ao seu habitat natural, onde foi solto.

LEIA MAIS: Porco-espinho aparece em sorveteria e deixa atendentes apavoradas Porco-espinho é resgatado em fio de rede elétrica Ouriço-cacheiro é resgatado após subir em telhado de casa; vídeo Ouriço- cacheiro O porco-espinho normalmente tem o dorso coberto de espinhos longos e aguçados, de cor acastanhada e com bandas escuras nas extremidades.

Esses espinhos se destacam facilmente do corpo e são sua defesa.

Quando algum animal tenta atacá-lo, leva consigo alguns espinhos, que já estes se encontram soltos, contrariando a crença de que o ouriço arremessa os espinhos.

Seus predadores naturais são os texugos, os gatos selvagens, os cães, os lobos, as raposas e as doninhas.

É considerado um arborícola, de hábitos essencialmente noturnos e solitários.

No Brasil, há pelo menos oito espécies, de três gêneros diferentes.

A espécie mais ameaçada é a Chaetomys subspinosus.

Ele se prende aos cipós, agarrado a até 15 metros de altura como uma estratégia de sobrevivência.

Se alimentam de frutas, raízes, vegetais cultivados e insetos.

Eles procriam na primavera e no verão.

Normalmente a prole é de quatro crias.

O que fazer ao encontrar um animal silvestre?

A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) reforça que, ao encontrar um animal silvestre que necessite de resgate, a população deve acionar a Polícia Militar ou o Corpo de Bombeiros.

A orientação é não tentar capturar o animal, para evitar riscos tanto à segurança das pessoas quanto à integridade do animal.

  • Fonte: G1 Mato Grosso
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