VÍDEO: voluntários constroem abrigos para cães e gatos de rua com material reciclado em MT
- 10/07/2026 18:20
- Redação
Voluntários constroem abrigos para cães e gatos de rua com material reciclado em MT A falta de abrigos para animais em situação de rua levou um grupo de moradores de Chapada dos Guimarães, a 65 km de Cuiabá, a criar um projeto de construção de casinhas para cães e gatos usando materiais recicláveis.
A iniciativa é liderada por Maria Silva, que atua na causa animal há cerca de 30 anos e, com ajuda de voluntários, já entregou seis abrigos e tem outras unidades em produção.
Maria contou ao g1 que se mudou de Cuiabá para Chapada dos Guimarães há cerca de três anos e encontrou uma grande quantidade de animais abandonados pelas ruas da cidade.
A partir disso, começou a reunir moradores para ajudar em ações de castração, resgate e tratamento de cães e gatos.
A ideia de construir os abrigos surgiu após um episódio envolvendo quatro cães que tentaram se proteger do frio e da chuva em uma área próxima à rodoviária da cidade.
Segundo Maria, os animais ficaram expostos ao tempo e a situação motivou o grupo a buscar uma solução. “Estava muito frio, com chuva forte, e tinham quatro cachorros deitados no relento.
Aquilo nos chocou.
A gente decidiu que precisava fazer alguma coisa para proteger esses animais”, contou.
Maria afirmou que o grupo surgiu também diante da dificuldade de conseguir apoio do poder público para ações voltadas aos animais abandonados.
Segundo ela, os voluntários tentam chamar atenção para a situação dos cães e gatos de rua, mas enfrentam dificuldades para obter auxílio. “A gente entende que isso também é saúde pública.
Não é só uma questão de animal, porque envolve controle populacional, doenças e cuidado com a cidade”, afirmou.
O g1 entrou em contato com a prefeitura, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.
Segundo Maria, o município tem cerca de 20 mil moradores e, na avaliação dela, aproximadamente 2 mil cães e gatos vivem em situação de rua.
Ela disse que, desde que chegou à cidade, o grupo conseguiu realizar castrações e tratamentos com recursos arrecadados por meio de rifas, doações e contribuições dos próprios moradores.
De acordo com ela, foram castradas 16 gatas e cinco cadelas, além do tratamento de animais com doenças graves e casos de atropelamento. “Às vezes a gente precisa escolher qual animal vai conseguir ajudar, porque não temos recursos para atender todos.
Fazemos rifa, juntamos dinheiro e tiramos do nosso próprio orçamento para tentar salvar esses animais”, disse.
Material reciclado e trabalho voluntário na construção Um trabalhador que atua no lixão da cidade passou a separar peças como madeirite, forro e outros materiais que podem ser utilizados na estrutura dos abrigos.
Reprodução As casinhas são construídas principalmente com materiais reaproveitados.
Um trabalhador que atua no lixão da cidade passou a separar peças como madeirite, forro e outros materiais que podem ser utilizados na estrutura dos abrigos.
Segundo Maria, o grupo é formado por cerca de 20 voluntários, entre pessoas que ajudam na montagem, no acabamento e na arrecadação de recursos para comprar materiais que não conseguem ser reaproveitados. “Um senhor que trabalha no lixão falou que ajudaria.
Ele separa madeirite, forro e outros materiais para a gente conseguir montar as estruturas”, contou.
Os voluntários também fazem campanhas para comprar itens como pregos, parafusos, tinta, verniz e solvente.
Maria explica que nem todo material reciclado tem o tamanho necessário para a construção das casinhas, por isso parte dos recursos é usada para complementar a estrutura.
Em uma semana, o grupo conseguiu entregar seis abrigos e pretende construir pelo menos 10 unidades para atender os casos considerados mais urgentes.
Além das casinhas já entregues, outras unidades estão em fase de acabamento Em vídeo, é possível ver dois cachorros compartilhando um dos abrigos (veja vídeo acima). “Está dando certo.
As pessoas da cidade estão gostando e a gente está conseguindo ajuda de quem acredita nesse trabalho”, afirmou Maria.
Além das casinhas já entregues, outras unidades estão em fase de acabamento.
Reprodução