Acusado de matar esposa e enterrá-la no quintal de casa vai a júri em Cuiabá

Acusado de matar esposa e enterrá-la no quintal de casa vai a júri em Cuiabá

  • 10/07/2026 10:55
  • Redação

Jackson Pinto da Silva foi preso suspeito de matar Nilza Moura de Souza Antunes Reprodução A Justiça de Mato Grosso decidiu levar a júri popular Jackson Pinto da Silva, de 38 anos, acusado de matar a esposa, Nilza Moura de Souza Antunes, de 64 anos, em maio deste ano, em Cuiabá.

A data do julgamento ainda não foi definida.

O g1 tenta localizar a defesa do réu.

Segundo a denúncia do Ministério Público, Jackson matou a esposa dentro da casa onde o casal morava, no Bairro Parque Cuiabá, utilizando uma braçadeira de nylon para asfixiá-la enquanto ela dormia.

Conforme a acusação, a vítima foi atacada durante o sono e não teve possibilidade de defesa.

Ainda de acordo com o MP, o crime ocorreu em contexto de violência doméstica e familiar contra a mulher e foi motivado por menosprezo ou discriminação à condição feminina, circunstâncias que qualificam o homicídio como feminicídio.

A denúncia também aponta motivação patrimonial.

Segundo o Ministério Público, após o crime, o acusado teria adotado medidas para obter o controle de bens e valores da vítima, incluindo a transferência de R$ 18 mil do cartão de crédito dela para a própria conta.

Relembre o caso Suspeito de matar a própria esposa e esconder o corpo no quintal de casa foi preso em Cuiabá O corpo de Nilza foi encontrado enterrado em um buraco de cerca de dois metros de profundidade, nos fundos de uma casa.

Segundo a investigação, o casal não morava no local, mas a vítima era a proprietária do imóvel.

De acordo com a polícia, a área havia sido escavada anteriormente com o uso de uma retroescavadeira contratada pelo próprio suspeito.

Depois, ele voltou a chamar o equipamento para cobrir e nivelar o terreno.

De acordo com o delegado Caio Albuquerque, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o crime foi premeditado. “Ele mesmo disse que alugou uma máquina retroescavadeira com o argumento de fazer um poço.

Depois que ele jogou a terra por cima do corpo, ele chamou novamente o maquinário para nivelar o terreno.

Isso foi confirmado pelas pessoas que prestaram o serviço”, afirmou o delegado.

Brasil registra um feminicídio a cada 5 horas e 25 minutos no 1º trimestre Como pedir ajuda?

Interface do aplicativo 'SOS Mulher MT' Reprodução O aplicativo 'SOS Mulher MT' é uma das alternativas criadas para ajudar vítimas de violência doméstica em Mato Grosso.

O aplicativo conta com um botão do pânico, por meio dele a vítima pode fazer um pedido de socorro quando o agressor descumprir a medida protetiva.

O Botão do Pânico virtual está disponível, por enquanto, nas cidades de Cuiabá, Várzea Grande, Cáceres e Rondonópolis.

Nos outros municípios do estado, a plataforma pode ser acessada para as outras funções, como direcionamento à medida protetiva online, telefones de emergência, endereços das Delegacias da Mulher, Plantão 24h, denúncias sobre violência doméstica e também acesso à Delegacia Virtual para registro de ocorrências.

O que é a Lei Maria da Penha O Instituto Maria da Penha aponta que essa violência pode ser dos seguintes tipos: Violência física: qualquer ação que ofenda a integridade ou a saúde corporal da mulher.

Exemplos: espancamentos, estrangulamento, cortes, sacudidas, entre outros Violência psicológica: qualquer ação que cause dano emocional e diminuição de autoestima; prejudique e perturbe o desenvolvimento da mulher ou tente degradar e controlar suas ações, comportamentos, crenças e decisões.

Exemplos: ameaça, humilhação, manipulação, isolamento, vigilância constante, perseguição, entre outros Violência sexual: qualquer ação que obrigue a vítima a presenciar, manter ou participar de relação sexual não desejada.

Exemplos: estupro, impedir uso de contraceptivos, forçar prostituição, entre outros Violência patrimonial: qualquer ação que configure retenção ou destruição de objetos, instrumentos de trabalho, documentos, bens e valores da vítima.

Exemplos: controle do dinheiro, destruição de documentos, estelionato, deixar de pagar pensão alimentícia, entre outros Violência moral: qualquer ação que configure calúnia, difamação e injúria.

Exemplos: acusar a mulher de traição, expor a vida íntima, desvalorizar a vítima pelo seu modo de se vestir, entre outros O que é medida protetiva?

As medidas protetivas são ordens judiciais que buscam proteger pessoas que estejam em situação de risco, perigo ou vulnerabilidade.

São dois tipos: as voltadas para o agressor, para impedir que ele se aproxime da vítima; e as voltadas para a vítima, para garantir a sua segurança e a proteção dos seus bens e da sua família.

Quem pode solicitar?

Qualquer mulher que esteja passando por uma situação de violência doméstica e familiar, independente do tipo de ameaça, lesão ou omissão.

Como solicitar medida protetiva?

A solicitação da medida protetiva pode ser feita em delegacias, Ministérios Públicos ou na Defensoria Pública.

A mulher não precisa estar acompanhada de um advogado para fazer o pedido.

  • Fonte: G1 Mato Grosso
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