Operação mira facção que usava bingos ilegais para lavar dinheiro em MT

Operação mira facção que usava bingos ilegais para lavar dinheiro em MT

  • 10/07/2026 08:36
  • Redação

Foram cumpridos 17 ordens judiciais contra faccionados em municípios de MT.

PJC/MT Um esquema criminoso que utilizava bingos e jogos de azar para ocultar dinheiro obtido de forma ilícita foi alvo da Operação Adsumus, realizada nesta sexta-feira (10) pela Polícia Civil de Mato Grosso.

Ao todo, foram cumpridas 17 ordens judiciais, entre elas mandados de prisão e de busca e apreensão, além do bloqueio de contas bancárias e da suspensão das atividades de um estabelecimento comercial em Rondonópolis.

A ação resultou no cumprimento de 11 mandados de busca e apreensão e três de prisão preventiva.

As medidas também incluíram a quebra de sigilo bancário, o bloqueio de valores e a suspensão das atividades econômicas de uma empresa investigada.

Os alvos estão nos municípios de Rondonópolis, Cuiabá, Várzea Grande e Tangará da Serra.

Segundo a investigação, o estabelecimento comercial em Rondonópolis funcionava como ponto fixo para a realização de bingos ilegais controlados pela organização criminosa.

No local também eram promovidos eventos e shows.

A apuração identificou ainda movimentações financeiras consideradas incompatíveis com a renda declarada pelos responsáveis.

Com a decisão judicial, o local foi interditado, as atividades econômicas e financeiras da empresa foram suspensas e máquinas de bingo, de caça-prêmios e outros equipamentos utilizados na exploração dos jogos foram apreendidos.

Os investigados são suspeitos de integrar organização criminosa, lavagem de dinheiro, tráfico de drogas, associação para o tráfico, extorsão, fraude processual, falsidade ideológica, posse irregular de arma de fogo e facilitação da entrada de aparelhos celulares em unidades prisionais.

Agora no g1 Como a investigação começou As investigações tiveram início após um roubo seguido de incêndio em uma padaria no bairro São Sebastião, em Rondonópolis, ocorrido em fevereiro deste ano.

Durante a apuração do caso, a polícia apreendeu um celular ligado a um dos suspeitos do crime.

Os dois investigados pelo ataque tiveram a prisão preventiva decretada e, meses depois, foram localizados pela Polícia Rodoviária Federal enquanto viajavam em um ônibus interestadual de Cuiabá para o Rio de Janeiro utilizando documentos falsos.

Os celulares apreendidos com a dupla foram encaminhados à Derf.

A análise do conteúdo dos aparelhos revelou a existência de uma célula da facção com atuação em diferentes municípios de Mato Grosso.

Conforme a Polícia Civil, o grupo também é investigado por envolvimento com tráfico de drogas, extorsão, exploração de jogos de azar, fraude processual e falsidade ideológica.

Cartelas de bingo e dinheiro encontrados no local.

PJC/MT As determinações judiciais foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Rondonópolis, com base nas investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf).

As diligências continuam para concluir o inquérito e promover o indiciamento dos envolvidos.

  • Fonte: G1 Mato Grosso
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