Imagens mostram estragos em casa destruída por alagamento em Tangará da Serra (MT)
- 08/07/2026 21:05
- Redação/Assessoria
Imagens registram os estragos causados pela água na casa da família.
Imagens registradas mostram a destruição deixada pelo alagamento na casa da manicure Zayama Kelly de Oliveira, de 38 anos, após o temporal que atingiu em Tangará da Serra (MT), em junho.
Fotos e vídeo mostram os cômodos tomados por lama, móveis danificados e parte da estrutura do imóvel comprometida.
A família acionou a Justiça para pedir que a prefeitura do município forneça moradia provisória e auxílio-moradia até que a residência seja recuperada.
O pedido foi feito por meio da Defensoria Pública.
O g1 entrou em contato com a Prefeitura de Tangará da Serra, mas eles ainda não se manifestaram até a última atualização desta reportagem.
Registro mostra a situação do imóvel após o alagamento causado pela chuva.
TV Centro América Segundo Zayama, o alagamento foi provocado pela água que avançou após uma obra realizada pela prefeitura em um terreno vizinho.
Segundo a moradora, alterou a contenção da água e deixou a casa mais exposta durante o temporal. "Foi retirado o meio-fio e a proteção que barrava a água de vir.
Com a retirada disso e dos escombros de um acidente que já tinham trincado o meu muro, a força da água acabou derrubando tudo.
Foi uma tragédia", relatou.
A manicure mora na casa há cerca de 15 anos e afirma que nunca havia enfrentado uma situação de alagamento no local.
Além dela, vivem no imóvel as filhas, de 18 e 14 anos, e a neta, de 1 ano.
Moradora do bairro há cerca de 30 anos, Zayama diz que pretende permanecer na região, onde mantém a clientela e tem vínculos familiares. "Minha vida está aqui.
Minhas filhas estudaram na creche aqui do lado, minha neta também estuda aqui.
Eu optei por comprar minha casa neste bairro e quero continuar aqui", afirmou.
Temporal deixou casa tomada por lama e com móveis destruídos em Tangará da Serra.
TV Centro América Com o alagamento, a família perdeu praticamente todos os móveis e eletrodomésticos, como camas, geladeira e utensílios domésticos.
Sem condições de retornar ao imóvel, os moradores buscam apoio para conseguir reconstruir a residência. "Eu espero que minha casa seja restaurada, porque do jeito que está não tem como voltar com a minha família.
Espero o amparo da prefeitura, já que a máquina usada aqui foi deles.
Não quero que me banque o resto da vida, quero apenas um auxílio provisório até conseguir arrumar minha casa", disse.
De acordo com a Defensoria Pública, a família chegou a ocupar temporariamente um imóvel comercial, mas precisou deixar o local após a proprietária pedir a desocupação.
Desde então, os moradores têm recebido ajuda da comunidade, com doações de alimentos, móveis e apoio voluntário para a reconstrução do imóvel.