Homem é preso suspeito de estuprar ex, mantê-la em cárcere e obrigá-la a gravar vídeos com ofensas contra si mesma em MT

Homem é preso suspeito de estuprar ex, mantê-la em cárcere e obrigá-la a gravar vídeos com ofensas contra si mesma em MT

  • 04/06/2026 15:08
  • Redação

Delegacia Especializada de Defesa da Mulher de Cuiabá Polícia Civil Um homem de 29 anos foi preso em flagrante nesta quarta-feira (3), em Cuiabá, suspeito de estuprar, manter em cárcere privado, agredir e ameaçar a ex-namorada, de 37 anos.

A prisão foi realizada por policiais da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher (DEDM), após a vítima denunciar os crimes.

Segundo a Polícia Civil, os dois mantiveram um relacionamento por cerca de oito meses, porém o namoro terminou no início de maio deste ano.

De acordo com o relato da vítima aos policiais, na noite de domingo (1º), ela recebeu uma ligação do ex-companheiro, que disse estar emocionalmente abalado e pediu para conversar.

Sensibilizada, ela foi até a residência onde ele estava.

No local, após algum tempo de conversa, o suspeito teria iniciado uma discussão por ciúmes e passado a agir de forma agressiva.

A mulher relatou ter sido agredida, ameaçada e intimidada durante toda a madrugada.

Ainda segundo o depoimento, ela foi obrigada a gravar vídeos com ofensas contra si mesma.

A vítima também afirmou que sofreu violência sexual sem consentimento, sob ameaça e uso de força.

Agora no g1 A mulher contou que permaneceu na residência sem conseguir sair devido às ameaças e ao controle exercido pelo suspeito.

Na manhã seguinte, ela teria continuado impedida de deixar o imóvel e foi novamente vítima de violência sexual.

Segundo a denúncia, a vítima só conseguiu sair após convencer o suspeito de que retornaria mais tarde.

Assim que deixou a casa, procurou a Delegacia Especializada de Defesa da Mulher para registrar a ocorrência.

Após receber a denúncia, os policiais iniciaram buscas por endereços ligados ao suspeito.

Ele foi localizado em uma residência e encaminhado à delegacia.

Depois de ser interrogado, o homem foi autuado em flagrante pelos crimes de estupro, cárcere privado, lesão corporal e ameaça no contexto de violência doméstica.

O caso segue sob investigação.

Como pedir ajuda?

Interface do aplicativo 'SOS Mulher MT' Reprodução O aplicativo 'SOS Mulher MT' é uma das alternativas criadas para ajudar vítimas de violência doméstica em Mato Grosso.

O aplicativo conta com um botão do pânico, por meio dele a vítima pode fazer um pedido de socorro quando o agressor descumprir a medida protetiva.

O Botão do Pânico virtual está disponível, por enquanto, nas cidades de Cuiabá, Várzea Grande, Cáceres e Rondonópolis.

Nos outros municípios do estado, a plataforma pode ser acessada para as outras funções, como direcionamento à medida protetiva online, telefones de emergência, endereços das Delegacias da Mulher, Plantão 24h, denúncias sobre violência doméstica e também acesso à Delegacia Virtual para registro de ocorrências.

O que é a Lei Maria da Penha A Lei Maria da Penha foi sancionada em 7 de agosto de 2006 com o objetivo de criar mecanismos para prevenir e impedir a violência doméstica e familiar contra a mulher.

Segundo a Lei, a violência doméstica contra a mulher envolve qualquer ação baseada no gênero, ou seja, a mulher sofrer algum tipo de violência apenas pelo fato de ser mulher.

O Instituto Maria da Penha aponta que essa violência pode ser dos seguintes tipos: Violência física: qualquer ação que ofenda a integridade ou a saúde corporal da mulher.

Exemplos: espancamentos, estrangulamento, cortes, sacudidas, entre outros; Violência psicológica: qualquer ação que cause dano emocional e diminuição de autoestima; prejudique e perturbe o desenvolvimento da mulher ou tente degradar e controlar suas ações, comportamentos, crenças e decisões.

Exemplos: ameaça, humilhação, manipulação, isolamento, vigilância constante, perseguição, entre outros; Violência sexual: qualquer ação que obrigue a vítima a presenciar, manter ou participar de relação sexual não desejada.

Exemplos: estupro, impedir uso de contraceptivos, forçar prostituição, entre outros; Violência patrimonial: qualquer ação que configure retenção ou destruição de objetos, instrumentos de trabalho, documentos, bens e valores da vítima.

Exemplos: controle do dinheiro, destruição de documentos, estelionato, deixar de pagar pensão alimentícia, entre outros; Violência moral: qualquer ação que configure calúnia, difamação e injúria.

Exemplos: acusar a mulher de traição, expor a vida íntima, desvalorizar a vítima pelo seu modo de se vestir, entre outros.

O que é medida protetiva?

As medidas protetivas são ordens judiciais que buscam proteger pessoas que estejam em situação de risco, perigo ou vulnerabilidade.

São dois tipos: as voltadas para o agressor, para impedir que ele se aproxime da vítima; e as voltadas para a vítima, para garantir a sua segurança e a proteção dos seus bens e da sua família.

Quem pode solicitar?

Qualquer mulher que esteja passando por uma situação de violência doméstica e familiar, independente do tipo de ameaça, lesão ou omissão.

Como solicitar medida protetiva?

A solicitação da medida protetiva pode ser feita em delegacias, Ministérios Públicos ou na Defensoria Pública.

A mulher não precisa estar acompanhada de um advogado para fazer o pedido.

  • Fonte: G1 Mato Grosso
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