Tabagismo: um desafio de saúde pública e o papel do cuidado multiprofissional

Tabagismo: um desafio de saúde pública e o papel do cuidado multiprofissional

  • 08/05/2026 14:42
  • Redação

O tabagismo é uma ameaça silenciosa à saúde pública.

Todos os anos, mais de 8 milhões de vidas são perdidas em decorrência do consumo de produtos derivados do tabaco, um número alarmante que reforça a importância de campanhas como o Maio Cinza e, especialmente, o Dia Mundial Sem Tabaco – celebrado em 31 de maio.

Como médico urologista e diretor-presidente da Unimed Cuiabá, acompanho de perto os impactos devastadores do cigarro não apenas nos pulmões, mas em diversos sistemas do organismo.

Carlos Eduardo de Almeida Bouret, Diretor-presidente Unimed Cuiabá.

Assessoria A fumaça do tabaco contém substâncias químicas, comprovadamente nocivas e diretamente associadas ao desenvolvimento de câncer.

Isso inclui, além do câncer de pulmão, doenças urológicas graves, como o câncer de bexiga, frequentemente relacionado ao hábito de fumar.

Nos últimos anos, um novo desafio se impôs: a falsa percepção de segurança em relação aos cigarros eletrônicos e dispositivos como vapes e narguilés.

É preciso ser claro: esses produtos não são alternativas seguras e podem ser tão ou até mais prejudiciais que o cigarro convencional, causando danos pulmonares significativos e mantendo a dependência da nicotina E é por isso que há uma mensagem de esperança que precisa ser amplificada.

Parar de fumar traz benefícios rápidos e consistentes.

Em apenas um ano, o risco de infarto pode cair pela metade.

Após cinco anos, o risco de doenças cardíacas se aproxima daquele de uma pessoa que nunca fumou.

Ou seja, sempre há tempo para recomeçar.

Nesse processo, o apoio faz toda a diferença.

Nesse sentido, a Unimed Cuiabá disponibiliza o Programa Inspirar, exclusivo para tabagistas beneficiários do plano que desejam parar de fumar.

O programa é estruturado de forma multiprofissional e oferece um grupo terapêutico com abordagem integrada, com técnicas direcionadas ao tratamento do tabagista, manejo dos sintomas da cessação, desenvolvimento de habilidades para interromper o uso do tabaco e prevenção de recaídas.

O cuidado também inclui consulta médica individual, baseada nas Diretrizes de Cessação do Tabagismo da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT).

O programa também conta com telemonitoramento realizado em três, cinco e doze meses após o encerramento da fase presencial.

Além disso, o Grupo Recarga oferece suporte adicional aos participantes que já passaram pelo programa, concluíram a fase presencial e recaíram ou não conseguiram cessar o tabagismo, possibilitando novo acolhimento estruturado.

O Workshop complementa as ações ao promover encontros presenciais para todos os participantes ativos, independentemente da fase do tratamento.

O Maio Cinza nos convida à reflexão e à ação.

Reduzir o tabagismo é um compromisso com a saúde individual e coletiva.

Carlos Bouret – CRM MT 2426 Diretor-presidente da Unimed Cuiabá

  • Fonte: G1 Mato Grosso
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