Aluno de direito afastado por classificar colegas como 'estupráveis' está no 1° ano do curso na UFMT
- 06/05/2026 16:35
- Redação
UFMT abre Processo Administrativo Disciplinarcontra alunos de direito O aluno da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) afastado por suspeita de envolvimento na criação e divulgação de uma lista que classificava estudantes como “estupráveis”, é calouro do primeiro semestre do curso, no campus Cuiabá.
O nome dele não foi divulgado.
Segundo a direção do curso, o afastamento dele nesta quarta-feira (6) é cautelar até o encerramento das investigações.
Na UFMT, o processo disciplinar é feito pela CONSUNI 281/2025.
Conforme a legislação, a conduta do estudante pode levar à expulsão na Universidade, no entanto, o eventual desligamento só poderá ocorrer após a conclusão do processo. "Um processo disciplinar dura cerca de 60 dias até a decisão do diretor da faculdade de direito da UFMT.
Dessa decisão, cabe recurso ao conselho universitário, que pode manter a decisão ou alterá-la.
Somente aí ele efetivamente será expulso", explicou o advogado especialista em processo disciplinar, Yuri Machado.
A universidade também instaurou um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para investigar outros possíveis alunos do curso que participaram da ação.
O curso de direito da Universidade Federal de Mato Grosso é um dos mais tradicionais do estado e integra uma das primeiras estruturas de ensino superior de Mato Grosso.
A graduação tem duração de 10 semestres e costuma registrar uma das notas de corte mais altas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
o caso Alunos do curso de direito durante ato nesta segudna-feira (04) João Lucas Rodrigues Tessaro Segundo o Centro Acadêmico da UFMT, o caso veio à tona após o vazamento de uma troca de mensagens entre os alunos citando, de forma clara, a intenção de abusar sexualmente de colegas da turma.
O caso gerou revolta e protestos de estudantes do próprio curso na última segunda-feira (4). “A Universidade Federal de Mato Grosso repudia veementemente qualquer manifestação, prática ou tentativa de naturalização da violência, da misoginia e de qualquer forma de violação de direitos humanos no âmbito de sua comunidade acadêmica”, diz trecho da nota da UFMT.
De acordo com o documento da faculdade, a direção tomou conhecimento de um conjunto de fatos considerados graves atribuídos ao estudante, envolvendo a produção de conteúdo misógino, como um “ranking de alunas mais estupráveis”, além de ameaças de violência sexual.
A direção aponta que os elementos iniciais apresentam indícios suficientes de gravidade para justificar a intervenção imediata, especialmente diante do impacto sobre possíveis vítimas que continuam frequentando o campus.
Além da suspensão, a direção também determinou a implementação de ações de proteção às alunas potencialmente afetadas, incluindo acompanhamento institucional.
Até momento, o caso não foi registrado na Polícia Civil.
Manifestantes levaram cartazes repudiando o caso João Lucas Rodrigues Tessaro