Redeiras de Limpo Grande têm saberes registrados em inventário inédito em MT

Redeiras de Limpo Grande têm saberes registrados em inventário inédito em MT

  • 01/05/2026 16:51
  • Redação

O inventário reúne imagens e depoimentos que registram todas as etapas da produção, desde a coleta da matéria-prima até o acabamento das peças Secel Os saberes tradicionais das redeiras de Limpo Grande, em Várzea Grande, estão sendo registrados pela primeira vez em um inventário para preservar o patrimônio imaterial da comunidade.

A iniciativa é viabilizada por edital da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT).

O inventário reúne imagens e depoimentos que registram todas as etapas da produção, desde a coleta da matéria-prima até o acabamento das peças.

A previsão é que o material seja lançado em junho.

Atualmente, o projeto está na fase de entrevistas.

O projeto é realizado pela Associação Tece Arte e vai transformar o “saber-fazer” das artesãs em um acervo digital.

O objetivo é disponibilizar o material para pesquisadores, estudantes e interessados em arte popular.

Vídeos em alta no g1 A tecelagem em Limpo Grande é transmitida há décadas de forma oral, entre gerações.

O levantamento também vai documentar os nomes dos pontos, o significado das cores e as histórias das artesãs, que têm na atividade uma fonte de renda e identidade cultural.

A produção Atualmente, cerca de 50 mulheres da zona rural de Várzea Grande trabalham com a produção de redes no Centro Cultural de Limpo Grande, localizado no centro da comunidade.

No espaço, também são oferecidas oficinas para ensinar e preservar as técnicas artesanais.

Limpo Grande é um povoado do distrito de Capão Grande, na zona rural do município, onde vivem cerca de 200 famílias, que tem na agricultura familiar a principal base econômica.

É nesse cenário que a produção de redes ganha destaque em Mato Grosso.

A atividade está presente no dia a dia da comunidade e faz parte da identidade cultural das famílias que vivem no local.

As redes são coloridas e trazem desenhos inspirados na fauna e na flora da região.

A produção pode levar até dois meses e é feita com fios 100% de algodão, o que garante conforto e durabilidade.

  • Fonte: G1 Mato Grosso
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