Secretária de Educação de município de MT denuncia ameaças de morte e ataques misóginos em grupo de WhatsApp

Secretária de Educação de município de MT denuncia ameaças de morte e ataques misóginos em grupo de WhatsApp

  • 29/04/2026 20:12
  • Redação

Secretária municipal de Educação de Mirassol d’Oeste, Rosana de Cássia Botelho de Carvalho, relatou que vem sendo alvo de ofensas, calúnias e difamações em um grupo da região.

Reprodução A secretária municipal de Educação de Mirassol d’Oeste, Rosana de Cássia Botelho de Carvalho, de 57 anos, procurou a Polícia Civil após receber ameaças de morte em um grupo de WhatsApp da cidade, na terça-feira (28).

O g1 entrou em contato com a secretária, mas não teve retorno até a publicação desta reportagem.

Segundo o boletim de ocorrência, ela relatou que vem sendo alvo de ofensas, calúnias e difamações em um grupo de WhatsApp da região.

Nas mensagens, pessoas não identificadas teriam feito acusações contra a secretária, com xingamentos e alegações de envolvimento em crimes, como desvio de dinheiro público.

As publicações também incluíram ofensas misóginas e afirmaram que ela teria roubado valores dos cofres públicos.

Vídeos em alta no g1 Em nota, a Prefeitura de Mirassol d’Oeste afirmou que repudia as ameaças, calúnias e difamações contra a secretária.

Segundo o município, áudios divulgados em grupos de mensagens teriam incitado violência física contra a servidora, com acusações sem comprovação de desvio de recursos. "A Prefeitura expressa sua total solidariedade a Rosana e reafirma sua confiança no trabalho dedicado que ela desenvolve à frente da pasta de Educação.

Condenamos categoricamente a violência política e a misoginia que se manifestam através de ameaças de morte e campanhas de perseguição contra mulheres em cargos públicos.

A incitação ao assassinato é crime grave que deve ser investigado e punido com rigor pelas autoridades competentes." A prefeitura também declarou que apoia as investigações da Polícia Civil e defendeu a adoção de medidas para garantir a segurança da secretária.

A Polícia Civil investiga o caso.

Por se tratar de crime de natureza pessoal, cabe à vítima decidir se dará publicidade aos fatos.

  • Fonte: G1 Mato Grosso
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