Vereador é alvo de operação por suspeita de fraudar emendas parlamentares em Cuiabá
- 27/01/2026 07:35
- Redação
Vereador Chico 2000 é investigado pela Polícia Civil por suspeita de desvio de recursos públicos Thiago Cesar/Secom-Câmara de Cuiabá O vereador Chico 2000 (PL) é o principal alvo da Operação Gorjeta, cumprida pela Polícia Civil, nesta terça-feira (27), para investigar um suposto esquema de desvio de recursos públicos na Câmara Municipal de Cuiabá e na Secretaria Municipal de Esportes.
Além dos mandados, foram cumpridos afastamento de funções públicas e bloqueio de bens.
Além dele, a operação também tem como alvos o servidor da Câmara Municipal de Cuiabá Alex Jones Silva e o empresário João Nery Chirol, proprietário da empresa Chirolli Uniformes.
A TV Centro América entrou em contato com a defesa do vereador, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem, e tenta contato com a defesa dos outros investigados.
Ao todo, a Justiça autorizou o cumprimento de 75 ordens judiciais, incluindo 12 mandados de busca e apreensão e 12 ordens de acesso a dados armazenados em celulares e outros dispositivos eletrônicos.
As medidas foram expedidas pelo Núcleo de Justiça do Juiz das Garantias de Cuiabá.
As investigações, conduzidas pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), apuram crimes de peculato, associação criminosa e lavagem de dinheiro.
Segundo a Polícia Civil, o esquema envolvia o vereador, servidores públicos, um instituto sem fins lucrativos, empresas privadas e um empresário do setor do esporte.
De acordo com as investigações, o grupo teria se organizado para direcionar emendas parlamentares a um instituto e a uma empresa específica.
Parte dos valores repassados retornaria ao Chico 2000, que era responsável pela indicação das emendas, caracterizando o suposto desvio de recursos públicos.
Como parte da operação, a Justiça determinou o afastamento do vereador Chico 2000 do mandato parlamentar e a suspensão do exercício da função pública de dois servidores da Câmara Municipal de Cuiabá.
Também foram impostas medidas cautelares contra seis investigados, como a proibição de contato entre eles e com testemunhas, a restrição de acesso a prédios da Câmara e da Secretaria Municipal de Esportes, além da proibição de deixar a comarca e da entrega de passaportes.
A decisão judicial ainda determinou o bloqueio de R$ 676 mil em contas bancárias de nove pessoas físicas e jurídicas, além do sequestro de veículos, uma embarcação, um reboque e imóveis.
As atividades do instituto investigado foram suspensas, e a Controladoria-Geral do Município deverá realizar auditorias em todos os termos de parceria firmados com a Prefeitura.
Além disso, os poderes Executivo e Legislativo de Cuiabá estão proibidos de contratar ou nomear qualquer um dos investigados.
O município também fica impedido de realizar pagamentos ou firmar novos contratos com as duas empresas alvo da investigação.
A operação contou com a participação de mais de 40 policiais civis da Diretoria de Atividades Especiais (DAE).
Investigado por corrupção À direita, o vereador Chico 2000 e à esquerda, o Sargento Joelson (PSB) Reprodução Há cinco meses, os vereadores Chico 2000 e Sargento Joelson (PSB) foram afastados da Câmara Municipal após se tornarem alvos da Operação Perfídia, por suspeita de pagamento de propina para a aprovação de projetos no Legislativo.
Naquela época, durante a operação, computadores da recepção e imagens do circuito interno de segurança foram analisados pelos investigadores.
Entre as medidas cautelares impostas aos vereadores estava a proibição de acesso às dependências da Câmara Municipal.
Vereadores receberam propina em gabinetes para aprovação de projetos, diz polícia Em nota divulgada à época, a Câmara Municipal de Cuiabá informou que havia adotado todas as providências necessárias para garantir o acesso às informações solicitadas, afirmando que colaborava com as autoridades e reforçando o compromisso com o devido processo legal, a ética e a transparência.
Em abril do ano passado, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão nos gabinetes dos vereadores Chico 2000 e Sargento Joelson.
Naquele período, denúncias apontaram que os vereadores teriam solicitado propina para aprovar pagamentos à empresa responsável pelas obras do Contorno Leste.