Prefeitura de Ipojuca tenta identificar barraqueiros que agrediram casal de turistas de Mato Grosso em Porto de Galinhas
- 29/12/2025 06:54
- Redação
Turistas do Mato Grosso denunciam agressões por comerciantes na praia de Porto de Galinhas
O casal de turistas de Mato Grosso que foi espancado por comerciantes de Porto de Galinhas conta que cerca de 30 pessoas os agrediram na praia. Os socos, pontapés e cadeiradas começaram após os dois turistas se recusarem a pagar pelo uso de cadeiras e guarda-sol de praia. De acordo com as vÃtimas, o valor acordado previamente foi de R$ 50, mas na hora do pagamento foi cobrado R$ 80.
Em vÃdeo compartilhado pelo casal, o empresário Johnny Andrade relembra o acontecido em Ipojuca, no Litoral Sul de Pernambuco. "Meu rosto está completamente danificado, toda lateral do meu corpo está machucada porque eles bateram muito em mim (...) Tinha aproximadamente uns 30 [agressores] nesse momento", disse (veja vÃdeo acima).
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A prefeitura de Ipojuca se pronunciou sobre o caso nas redes sociais. Em nota publicada no perfil do Instagram, a gestão municipal lamentou o ocorrido e classificou como "grave e incompatÃvel com os valores de respeito, acolhimento e hospitalidade que norteiam o destino".
O comunicado informa, ainda, que os "órgãos competentes já apuram o ocorrido para identificar os envolvidos e adotar as medidas legais cabÃveis". Porém, não afirmou se as vÃtimas receberam algum suporte ou estão sendo acompanhadas (veja mais abaixo).
Casal de Mato Grosso foi agredido por comerciantes na praia de Porto de Galinhas
Reprodução/Whatsapp
Johnny viajava acompanhado do seu companheiro, o também empresário Cleiton Zanatta. Os dois foram agredidos pelos comerciantes e precisaram pedir ajuda às equipes de guarda-vidas civis que estavam na praia.
Os agentes colocaram as vÃtimas na caçamba do carro dos guarda-vidas para que os comerciantes não conseguissem alcançá-lo. A ação foi filmada por banhistas que estavam no local e os vÃdeos repercutiram nas redes sociais. As imagens mostram que os agressores também jogavam areia no rosto das vÃtimas.
"Escolhemos Porto de Galinhas para passar alguns dias de férias e a gente se deparou com essa atrocidade", contou Johnny Andrade, que está com o olho direito inchado após o espancamento. Seu companheiro, que também foi agredido, ficou com dores pelo corpo.
"Antes dos salva-vidas saÃrem, eles conseguiram me tirar de cima da caminhoneta, arrastou de novo para 10, 15 metros e me deram muitos chutes nas costas e na cabeça (...) Eu espero nunca mais na minha vida pisar nesse lugar", contou Cleiton Zanatta.
O que diz a prefeitura de Ipojuca
Em nota, a prefeitura de Ipojuca, municÃpio do Grande Recife, lamentou o caso:
"repudia e lamenta o episódio ocorrido em Porto de Galinhas, envolvendo turistas e trabalhadores da praia, que resultou em agressões fÃsicas";
"trata-se de um fato grave e incompatÃvel com os valores de respeito, acolhimento e hospitalidade que norteiam o destino";
"os órgãos competentes já apuram o ocorrido para identificar os envolvidos e adotar as medidas legais cabÃveis";
"desde o primeiro momento, houve atuação rápida das equipes de salva-vidas e da Guarda Municipal, garantindo a segurança no local e evitando o agravamento da situação".
Também informou que a gestão municipal está realizando um trabalho contÃnuo de ordenamento da orla. Entre as ações feitas nos últimos meses, está o recadastramento de ambulantes, reuniões com barraqueiros e a entrega de crachás de identificação com QR Code. De acordo com a prefeitura, essa iniciativa deve ser ampliada a todos os trabalhadores da orla.
Falta de suporte à s vÃtimas
Casal de turistas de Mato Grosso são agredidos em Porto de Galinhas
Johnny Andrade e Cleiton Zanatta denunciam que tiveram pagar pelo transporte para as unidades de saúde, pois o municÃpio não contava com ambulâncias disponÃveis. Eles precisaram de atendimento médico antes de registrar o boletim de ocorrência, mas que todo o deslocamento foi feito por carro de aplicativo.
Na unidade de saúde de Porto de Galinhas, o médico informou que seria necessário realizar exames de imagem, mas que o local não possuÃa o equipamento, sendo preciso o deslocamento até o Hospital de Ipojuca.
Após passarem por exames e serem medicados, eles receberam alta do hospital e retornaram à delegacia de Porto de Galinhas. Lá, por volta das 22h do sábado (27), os policiais entregaram os pertences do casal, que haviam ficado na praia durante as agressões.
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Porém, os agentes informaram que a dona da barraca da praia onde eles ficaram exigiu o pagamento do valor e eles fizeram um Pix.
O g1 tentou contato com a Associação dos Barraqueiros de Porto de Galinhas para entender como as cobranças são feitas e se há tabela de preços para aluguel de equipamentos, mas não obteve resposta até a publicação da reportagem.
Turista de Mato Grosso é agredido em Porto de Galinhas
Reprodução/WhatsApp
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