FeminicÃdio de Catarina Kasten: como testemunhas foram essenciais para a investigação em Florianópolis
- 26/11/2025 15:24
- Redação
Mulher assassinada em trilha de Florianópolis: o que se sabe
A investigação sobre o feminicÃdio de Catarina Kasten, professora estuprada e assassinada em uma trilha de Florianópolis, contou com relatos e ajuda de testemunhas, além de provas repassadas por moradores à s polÃcias Militar e Civil. Durante a apuração do caso, duas turistas relataram que fotografaram o assassino.
Além disso, conforme a cronologia do crime, testemunhas também foram essenciais ao avisarem à PM sobre terem encontrado o corpo da vÃtima na trilha ainda na manhã de sexta (21), dia do crime. Moradores também comunicaram ainda os pertences de Catarina achados na trilha e deram acesso à s autoridades à s câmeras da região.
✅Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp
O boletim de ocorrência ao qual a NSC TV teve acesso detalha como a polÃcia chegou ao assassino confesso Giovane Correa Mayer. Ele foi preso ainda na manhã de sexta e, no sábado, o flagrante foi convertido em prisão preventiva.
Catarina Kasten sonhava com nova casa e doutorado
Veja abaixo a cronologia do crime:
Manhã de sexta-feira, 21 de novembro
06h05 - Um homem com camiseta azul, calça e tênis é visto se escondendo atrás de uma lixeira e seguindo para a trilha.
06h50 - Catarina sai de casa, na Praia da Armação e percorre a trilha para chegar à aula de natação, realizada em frente à igreja local.
06h53 - Câmeras cedidas por moradores à polÃcia registraram o suspeito correndo pela areia, cerca de 30 segundos após Catarina passar pelo mesmo local.
Por volta das 9h, o marido de Catarina percebe que ela não retornou.
Tarde de sexta-feira, 21 de novembro
Por volta do meio-dia, o marido de Catarina vê mensagens no grupo de WhatsApp da natação de moradores e alunos avisando que os pertences dela foram encontrados na trilha da praia. Preocupado, ele liga para uma das professoras, que confirma que Catarina não tinha ido à aula naquela manhã.
13h09 - A PolÃcia Militar é acionada pelo marido e famÃlia de Catarina.
13h30 - Dois homens encontraram o corpo de Catarina em uma área de mata na trilha do Matadeiro. Um deles viu o corpo ao entrar em um beco para urinar e acionou a polÃcia, enquanto o outro foi até os policiais para avisar.
Durante as buscas, duas turistas relatam que, pela manhã, viram um homem olhando para dentro da mata e tiraram fotos dele. As imagens confirmaram que era o mesmo homem registrado pelas câmeras da comunidade.
Noite de sexta-feira, 21 de novembro
Após as imagens circularem entre moradores, o suspeito foi reconhecido como Giovane Corrêa Mayer, de 21 anos. Com base nas câmeras, fotos das turistas e depoimentos, a polÃcia foi até a casa dele.
Por volta das 22h39, Giovane foi preso em flagrante e confessou o crime. Ele disse que voltava de uma festa e, ao ver Catarina, teria sido influenciado por “vozes na cabeçaâ€. Admitiu que estuprou a vÃtima ainda com vida, estrangulou com uma corda e arrastou o corpo para dentro da mata para esconder.
Durante a abordagem, os policiais notaram arranhões nas costas do suspeito. Na casa dele, encontraram todas as roupas vistas nas imagens, a camiseta azul do AvaÃ, calça, tênis e bermuda branca.
Fotos incluÃdas no boletim de ocorrência mostram autor do feminicÃdio em imagens feitas por turistas
Reprodução
Catarina morava na região e foi morta quando ia para uma aula de natação no inÃcio da manhã. Um vÃdeo chegou a mostrar o autor correndo pela areia da praia após Catarina passar pelo mesmo local.
O laudo divulgado pela PolÃcia CientÃfica, ao qual a NSC TV teve acesso nessa segunda-feira (24), confirmou que Catarina morreu devido à asfixia por estrangulamento e apontou indÃcios de que ela foi vÃtima de agressão sexual.
Investigado por matar mulher em trilha tem prisão preventiva decretada
Mulher é encontrada morta com sinais de violência em trilha
A trilha do Matadeiro é uma das mais famosas da Capital e fica na região sul da cidade. O local é conhecido por atravessar a mata atlântica preservada. O g1 registrou em vÃdeo todo o percurso da trilha. Assista abaixo:
VÃdeo mostra trilha do Matadeiro, em Florianópolis
O que diz a defesa de Giovane Corrêa Mayer?
O preso é natural de Viamão, no Rio Grande do Sul, e mora na região desde 2019 com familiares. Segundo a PolÃcia Militar, ele costumava passar pela trilha. Na sexta-feira, ele afirmou voltar de uma festa onde havia ingerido bebida alcoólica.
A defesa do investigado é feita pela Defensoria Pública. Em nota, o órgão disse que garante atendimento jurÃdico integral e gratuito a todas as pessoas que não possuem advogado constituÃdo.
"A missão constitucional da Defensoria Pública é garantir atendimento jurÃdico integral e gratuito a todas as pessoas em situação de vulnerabilidade. Entre esse público, incluem-se todas as mulheres vÃtimas de violência de gênero, bem como qualquer pessoa acusada da prática de crime que não possua advogado constituÃdo".
INFOGRÃFICO: mulher é assassinada em trilha de Florianópolis
Arte g1
VÃDEOS: mais assistidos do g1 SC nos últimos 7 dias