Gruta da Lagoa Azul: após mais de 20 anos fechada, MT licita empresa para reformar parque e retomar visitas
- 25/11/2025 15:43
- Redação
Parque Gruta da Lagoa Azul em Nobres (MT) está ameaçado pela ação humana
A Secretaria Estadual de Infraestrutura e Logística (Sinfra) homologou a licitação da empresa responsável pela reforma e reestruturação do Parque Gruta da Logoa Azul, em Nobres, a 151 km de Cuiabá.
Após mais de duas décadas fechada para visitação, a Gruta deve voltar a receber turistas após as obras.
O processo foi oficializado no dia 19 de novembro, com o Consórcio Enpa Quadrante como vencedor.
O edital prevê um investimento máximo de R$ 4.798.225,10 para a execução da obra.
O regime escolhido é o de empreitada por preço unitário, no qual a empresa é remunerada conforme a execução de cada etapa prevista no projeto.
A Gruta da Lagoa Azul era o principal ponto turístico do município, mas foi fechada por determinação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) devido à degradação ambiental.
Segundo a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), após a conclusão das obras, a área será liberada para visitação.
Entre as adequações a serem realizadas estão: Construção do receptivo turístico; Implementação do estacionamento; Execução de um novo acesso ao parque; Obras de drenagem e adequações estruturais.
Ainda não há previsão para o término das reformas, que devem começar após a assinatura do contrato entre o governo e a empresa vencedora.
Enquanto isso, as visitas ao local permanecem proibidas.
Visitações proibidas Parque Estadual Gruta da Lagoa Azul atrai turistas que estão à procura de mergulhos em cavernas.
Assessoria/Sema-MT Apesar de estar oficialmente fechada, a gruta continua sendo alvo de visitas irregulares que ameaçam a preservação do local.
Nas redes sociais é possível encontrar diversos registros das incursões.
Em janeiro deste ano, por exemplo, 13 turistas e dois guias foram autuados pela fiscalização ambiental por invadirem a área.
Segundo apurado pelo g1, a prática de visitas era promovida por supostos guias que chegam a cobrar até R$ 250 por pessoa para acessar o local.