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POLÍTICA
     
7 de Janeiro, 2018 - 11:38
Percival resiste à adesão ao PPS e grupo governista busca a solução com Taques

O grupo ligado ao governador Pedro Taques (PSDB) que se articula para aderir ao PPS com objetivo de viabilizar candidaturas à Assembleia e Câmara Federal está enfrentando resistência do ex-prefeito de Rondonópolis Percival Muniz, que preside a sigla no Estado. Ocorre que a adesão, negociada junto ao presidente nacional Roberto Freire e o senador pelo Distrito Federal Cristovam Buarque, inclui a entrega do comando partidário em Mato Grosso para possíveis novos filiados como os secretários estaduais Marco Marrafon (Educação), Suelme Evangelista (Agricultura Familiar e Regularização Fundiária) e Marcelo Duarte (Infraestrutura e Logística) para fortalecer o projeto de reeleição do tucano.

Nos bastidores, circula a informação que Taques também estaria aderindo ao PPS por conta de conflitos internos no PSDB com o deputado federal Nilson Leitão por conta da formação da chapa majoritária. Entretanto, deve permanecer no partido  já que a cúpula tucana está atuando para conter os ânimos e apaziguar os correligionários

A situação que se encontra indefinida por conta da resistência de Percival deve ser resolvida a partir de segunda (08) quando Taques retorna das férias no Chile. Isso porque o grupo que articula a adesão ao PPS se reunirá com o governador para decidir qual caminho tomará.

Segundo Suelme (PSB), três possibilidades serão avaliadas. O grupo precisa decidir se ingressa no PPS através da direção nacional e destitui Percival da presidência em Mato Grosso, se segue negociando até chegar ao consenso com o atual presidente estadual ou abandona as articulações para buscar outro rumo partidário.

“Vamos tomar a decisão nesta semana. Sou favorável a buscar o consenso com o Percival Muniz, que tem história política e merece nosso respeito. Tenho esperança que seja possível encontrar uma solução pelo diálogo”, revela Suelme ao Descrição: http://www.rdnews.com.br/images/logo-thumb.png.

Apesar do tom conciliador, Suelme sabe que Percival não aceita entregar a presidência estadual do PPS para o grupo ligado a Taques. Além disso, pode se lançar a deputado federal atrapalhando o projeto de Marrafon e Marcelo Duarte ou até mesmo ao governo para criar constrangimento aos secretários estaduais que querem aderir a sigla justamente para fortalecer o projeto da reeleição de Taques.

Suelme lembra que os movimentos políticos de Percival são acompanhados pelo grupo. Pontua que sequer existe segurança sobre militar na mesma sigla que o ex-prefeito rondonopolitano.

“Eu respeito muito a trajetória de Percival Muniz e acredito que é possível compor. Acontece que alguns companheiros o consideram como representante da velha política e não querem acordo. A direção nacional do PPS nos deu carta branca. Precisamos avaliar todas os cenários”, completa Suelme.

Além de Suelme, Marrafon e Marcelo Duarte, o grupo conta com outros integrantes do Governo Taques. São eles, o presidente do Intermat Cândido Teles (DEM), o adjunto de Esportes Leonardo Oliveira (PSB), o adjunto da Casa Civil Beto Corrêa (PSB) e o assessor especial da pasta de Cidades Thiago França (PSB). Os suplentes de deputado estadual Luizinho Magalhães (PSDB) e Adriano Silva (PSB), que está no exercício do mandato, também podem aderir ao PPS.

Marrafon e Marcelo Duarte almejam disputar a Câmara Federal. O restante do grupo se articula por vaga na Assembleia.

A maioria do grupo rompeu com o PSB quando o deputado federal Valtenir Pereira migrou do PMDB para reassumir a presidência da sigla socialista em Mato Grosso. A mudança, que destituiu o deputado federal Fabio Garcia do comando estadual por conta do voto favorável a reforma trabalhista na Câmara dos Deputados, foi conduzida pela cúpula nacional.

Já Percival afirma que está tranqüilo com as articulações. Garante que os novos filiados até são bem-vindos desde que ingressem de forma tranqüila e não se impondo como direção partidária.

“Não estou preocupado com eles e não estou fazendo esforço para acomodá-los. Os cachorros perdidos na mudança que busquem seu lugar”, alfineta.

Percival também lembra que Suelme e os outros egressos do PSB estão mudando de partido justamente por descontentamento com a manobra da cúpula nacional. Lamenta que agora, sinalizam movimento similar em relação ao PPS.

“Eles que convivam com o Valtenir no PSB. Podem até vir para o PPS, mas como filiados. Não aceito imposições nem estou disposto a entregar o partido para ninguém presidir”, concluiu.

Atualmente, o PPS não tem nenhum prefeito em Mato Grosso. A sigla conta somente com menos de 20 vereadores espalhados em diversos municípios.


Fonte: RDNews
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