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POLÍTICA
     
11 de Outubro, 2017 - 07:40
Max culpa governo anterior por atraso de salários e nega pressão para aprovar PEC

O chefe da Casa Civil, Max Russi (PSB) afirma que bombas programadas pelo governo anterior provocaram o atraso no pagamento dos salários de parte dos servidores públicos estaduais. Além disso, nega a retenção de recursos para pressionar a Assembleia a aprovar a PEC do Teto dos Gastos Públicos sem alterações substanciais.

Conforme anunciado pelo Executivo, 22% da folha salarial serão quitados apenas nesta quarta (11), um dia após o prazo definido pela Constituição Estadual. Essa é a primeira vez que Mato Grosso registra atraso salarial desde o Governo Dante de Oliveira (1995-2002).

Max explica que hoje as dificuldades são as maiores possíveis por conta de reajustes e progressões de carreiras, concedidos pelo ex-governador Silval Barbosa (PMDB) até 2023. Destaca ainda que o governo enfrenta a maior crise da história do país sem deixar de tomar as medidas para garantir o pagamento da folha salarial.

“O governo anterior arrebentou com o Estado. Aprovou e deixou série de bombas programadas para estourar no Governo Pedro Taques e a situação é reflexo disso. Queremos o mais breve possível pagar os servidores em dia. Esse é o objetivo e desejo do governador. Infelizmente estamos em momento de dificuldade e sem condições financeiras de pagar todos os servidores em dia”, justificou Max Russi, na tarde desta terça (10), em evento no Palácio Paiaguás.

Segundo Max, o secretário estadual de Fazenda Gustavo Oliveira e sua equipe estão trabalhando para conseguir concluir o pagamento dos salários o mais breve possível. O objetivo é quitar a folha amanhã, mas a hipótese do atraso se estender mais alguns dias não está descartada.

“Dependemos da arrecadação de recursos de impostos. A transferência de recursos federais, que ajuda bastante, teve baixa significativa. Isso está impactando para honrar os compromissos”, completou o chefe da Casa Civil.

Sobre os rumores possivelmente espalhados pela oposição, informando que o governo está retendo recursos destinados à folha de pagamento para pressionar o Legislativo a aprovar a PEC do Teto dos Gastos Públicos sem alterações substanciais, Max sustenta que a possibilidade é inexistente. Garante que é impossível realizar manobra desta natureza.

“O Tesouro do Estado é composto por servidores efetivos. Então, se o Estado deixasse algum recurso em caixa e não pagasse o funcionalismo, com certeza, isso se tornaria público. Hoje em dia não se consegue segurar uma informação como essa. Não tem como esconder os números da população. A oposição está usando de um fato, tentando politizar o atraso do pagamento, com inverdade”, concluiu.

Atraso

Em decorrência do fluxo de caixa registrado até o dia 10, o Tesouro Estadual verificou insuficiência financeira para pagar todos os servidores. Diante da situação, em decisão administrativa, o governo optou por efetuar o pagamento aos servidores que compõem as áreas prioritárias das políticas públicas desta gestão que são saúde, educação e segurança. A folha das três secretarias soma R$ 215,2 milhões, sendo que essas unidades orçamentárias possuem o maior contingente de pessoal do Executivo.

Do total da folha de setembro, R$ 300,33 milhões correspondem ao pessoal da ativa. Outros R$ 161,20 milhões são dos aposentados e pensionistas e R$ 9,35 milhões dos servidores das autarquias. Esses últimos são regidos pela Constituição das Leis do Trabalho e receberam na sexta (6).

Os salários estarão creditados nas respectivas contas nos horários já mencionados, mas os saques nos caixas eletrônicos poderão ser feitos a partir das 8 horas desta quarta, segundo informou o Banco do Brasil.


Fonte: RDNews
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