Anuncie Aqui    |    Denuncie    |    Contato    
 
 
 
 
 
 
 
 
 
   
Bem Vindo ao Nortão Notícias, 21 de Fevereiro de 2017
Pesquisar no site
OPINIÕES
     
04/01/2016
Mirando o ensino médio
Hoje mais do que nunca, Cientista, Professores, Pesquisadores, Mestgres, Doutores, todos indistantamente estão procurando caminhos para uma educação segura, sustentável e fundamentalmente de qualidade para a juventude brasileira. Essa é a realidade, esse é o foco para mudar a situação que ai está.

Quando se pensa em reformar a estrutura da educação brasileira, a questão mais delicada certamente envolve o confuso ensino médio. Os fundamentos da Lei 9394/96, nesse aspecto, estão inteiramente superados, pontua o academico Arnaldo Niskier da Academia Brasileira de Letras.

A reforma prevista na LDB como Base Nacional Comum para o currículo, quase vinte anos depois, so agora, o assunto volta a pauta no Ministério da Educação, com a valorização dos conceitos de interdisciplinaridade e regionalização, especialmente em Português, Geografia, História e Biologia.

No entanto, da a crise economica, já se tem a certeza de que muitas delas ficarão pelo caminho, em virtude da absoluta falta de recursos financeiros. Logo após ser nomeado para o Ministeério da Educação, o filósofo Renato Janine Ribeiro foi agraciado com o corte de 9,4 bilhões de reais do orçamento previsto em seu Ministério, é pouco?
Enquanto isso o setor, como se fosse uma torre de babel, assiste estarrecido a uma série de propostas alternativas lançadas pela Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, como se houvesse tempo para exercício de redundância .

O atual ensino médio não agrada aos estudantes, nem serve ao povo, como disse o educador Lourenço Filho, “temos um esquema rígido, que provoca o afastamento dos jovens de 15 a 18 anos das salas de aula, metade deles se encontram fora das escolas.

As matérias do currículo, são numerosas e estanques, não conversam entre si, o que levou o especialista Roberto Boclin a defender a tese de que se deveria adotar o ensino técnico como mecanismo inclusivo. É a melhor maneira de tirar os jovens da rua, do tráfico, e oportunizar-lhe possibilidade de emprego.

O ensino médio deve oferecer habilidades e competências aos alunos segundo suas escolhas pessoais – e de acordo com as variações do mercado. É o que faz com sucesso o Sistema “S” desde a década de 50, com a boa tradição dos seus cursos profissionalizantes.

O mesmo pode ser dito em relação aos CEFETs. Não se entende, porque esses modelos não foram generalizados, como aconteceu com sucesso em países como a Coreia do Sul, o Japão, Alemanha... Aqui ainda existe uma resistência incompreensível, pontua!

A Resolução n. 2/15, do Conselho Nacional de Educação, procura corrigir as deficiências das licenciaturas, mas não prevê a formação de professores para o ensino técnico, como se ele não existisse ou não devesse existir, Isso faz sentido?

Melhora o fluxo, a proficiência e garantir a permância do aluno em sala de aula. Estes são os principais desafios para o Ensino Médio em Mato Grosso, apresentados pela Secretaria de Estado de Educação, durante o Painel “ I Panorama do Ensino Médio.

Para o secretário adjunto de Políticas Educacionais da Seduc, Prof. Gilberto Fraga Melo, o cenário atual do Ensino Médio no Estado – ofertado em 461 unidades escolares atuam em quatro frentes: Ensino Médio Regular, Inovador, Noturno e Integrado à Educação Profissional, destas unidades, 286 estão no perimetro urbano e 176 estão localizadas na zona rural atendendo 140 mil alunios.

Segundo Melo, é alto o índice de evasão e abandono escolar, reprovações, principalmente nos primeiros anos, e baixa participação dos estudantes no Exame Nacional de Ensino Médio – Enem. Vê-se por esse viés que “ As práticas pedagógicas são pouco atrativas aos estudantes e o Plano Político Pedagógico – PPP, está desvinculado da prática pedagógica da escola”.

A ausência de espaços pedagógicos – laboratórios de ciências, linguagem, mídia, bibliotécas, que auxiliem no processo ensino – aprendizagem também estão aquém. No universo de 746 unidades escolares estaduais, somente 66 tem laboratório de ciências.

Ademais existem a dificuldade de implementação e continuidade de programas como o Brasil profissionalizado – BrasilPRO, o Ensino Médio Inovador – ProEMI e o Pacto Nacional pelo Fortalecimento do Ensino Médio e infraestrutura inadequada das escolas para o bom aprendizado.  

No plano de expansão, a ideia é implantar o Ensino Médio em tempo integral inicialmente em 5 unidades escolares, com ampliação gradativa para atingir 30 unidades até 2018. O mesmo se pretende com a passagem de 66 para 100 unidades escolares ofertando o Ensino Médio Inovador até 2018.

Aperfeiçoar o numero de unidades escolares do Ensino Médio Integrado ao Profissionalizante, conforme necessidades indentificadas pelo governo também será outra meta, pontua o Secretário.
Esse seguramente este será o caminho para formação da junventude mato-grossense e crescimento educacional nesse gigante estado em transformação.
Por: Romildo Gonçalves é Biólogom
 0 Comentários  |  Comente esta matéria!
OPINIÕES
 menos  1   2   3   4   5   6   7   mais 
ENQUETES
VARIEDADES
OPINIÕES
NOTÍCIAS
Copyright © 2010 - Nortão Notícias
Quem Somos  |  Denuncie  |  Contato

Content on this page requires a newer version of Adobe Flash Player.

Get Adobe Flash player