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09/02/2015
A unidualidade humana!
O ser humano é a um só tempo plenamente biológico e plenamente cultural, que traz em si a unidualidade originária. É super e hipervivente, desenvolveu de modo surpreendente as potencialidades da vida.

Exprimem de maneira hipertrofiada as qualidades egocêntricas e altruísticas do indivíduo, alcança paroxismos de vida em êxtases e na embriaguez, ferve de ardores orgásticos e orgásmicos, e é nesta hipervitalidade que o Homo sapiens é também Homo demens.    

Como nos esclarece Edgar Morin, pertencemos ao destino cósmico, porém estamos marginalizados, nossa Terra é o terceiro satélite de um sol destronado de seu posto central, convertido em astro pigmeu entre bilhões de estrelas em uma galáxia periférica de um universo em expansão...  

Nosso planeta agregou-se há cinco bilhões de anos, a partir, provavelmente, de detritos cósmicos resultantes da explosão de um sol anterior, e há quatro bilhões de anos a organização viva emergiu de um turbilhão de macromolecular em meio a tormentas e convulsões telúricas. A Terra autoproduziu-se e auto organizou na dependência do sol, constituiu-se em complexo biofísico a partir do momento em que se desenvolveu a biosfera.    

Somos a um só tempo ser cósmicos e terrestres, a vida nasceu de convulsões telúricas, e sua aventura correu perigo de extinção ao menos por duas vezes - no fim da era primária e durante a secundária. Desenvolveu-se não apenas em diversas espécies, mas também em ecossistemas em que as predações e devorações constituíram a cadeia trófica de dupla face: a da vida e a da morte, nosso planeta erra no cosmo. Devemos assumir as consequências da situação marginal, periférica que é a nossa.

Como seres vivos deste planeta dependamos vitalmente da biosfera terrestre, devemos reconhecer nossa identidade terrena física e biológica. A condição humana na terra mostra que a importância da humanização é primordial quando voltada à educação para a própria condição humana, porque nos mostra a animalidade e a humanidade constituídas juntas, nossa condição humana.    

A antropologia pré-histórica mostra-nos como hominização é uma aventura de milhões de anos, ao mesmo tempo descontínua - surgimento de novas espécies: homo habilis, erectus, neanderthal, sapiens, e desaparecimento das precedentes, aparecimentos da linguagem e da cultura - e contínua, no sentido de que prossegue em um processo de bipedização, manualização, erguimento do corpo, cerebralização, juvenescimento.

O adulto que conserva os caracteres não especializados do embrião e os caracteres psicológicos da juventude, de complexificação social, processo durante o qual aparece a linguagem propriamente humana, ao mesmo tempo em que se constitui a cultura, capital adquirido de saberes, de fazeres, de crenças e mitos transmitidos de geração a geração,...

Somos originários do cosmos, da natureza, da vida, mas, devido à própria humanidade, à nossa cultura, à nossa mente, à nossa consciência, tornamo-nos estranhos a este cosmos, que nos parece secretamente íntimo. Nosso pensamento e nossa consciência fazem-nos conhecer o mundo físico e distanciam-nos dele.

O próprio fato de considerarmos racionais cientificamente o universo separa-nos dele. Desenvolvemo-nos além do mundo físico e vivo. E é neste “além” que tem lugar a plenitude da humanidade. Reflita com a gente, sobre isso! Sobre o que somos!

Romildo Gonçalves é Biólogo, Prof. Pesquisador da Ufmt/Seduc
Por: Romildo Gonçalves
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