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20/06/2014
Razão e Fascínio
Zarur costumava dizer nas suas pregações – “atingir o equilíbrio é a meta suprema”. E concluía – “o Bem nunca será vencido pelo mal”. Ora, para não ser atingido pelo mal, pecado, frustração ou como queira chamar, o ser humano deve ter Boa Vontade, o que significa dizer: conservar, ao lado de acentuado bom senso, vontade firme.

Será, pois, aquele que cultiva o equilíbrio, por pior que seja a tempestade; que sabe aquilo que realmente é, visto que ilumina seu caminho na Verdade (de Deus) e não nega de antemão o que pode existir. Sabe porque sabe, isto é, porque aprende humildemente, sem considerar-se dono da Verdade. Já o falho de ânimo, que se permite arrastar pelos outros, ou pela aparência dos fatos, acredita naquilo em que as pessoas em quem acredita disseram para acreditar... Assim o faz por gostar delas e de certas coisas, às quais se acostumou e crê não poder viver sem... Este é o prisioneiro das convenções, o “maria vai com as outras”.

Aqui entra o sentimentalismo censurado por R. H. Blyth (escritor citado por José J. Veiga) como aquilo que “é dar às coisas mais ternura do que Deus lhes dá”. Traduzindo em linguagem simples, é ser “mais realista do que o rei”. Resumindo: o primeiro, o de Vontade Boa, guia-se pela razão iluminada por Deus; o segundo, o de vontade negligente e que não conheceu a verdadeira iniciação espiritual, deixa-se dominar por fascínio. É um triste escravo do medo.
Por: Paiva Netto
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