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21/02/2014
Hantavírus uma doença em evolução em Mato Grosso!
Há tempos venho orientando população que vivem na zona rural sobre os perigos da Hantavirose no estado de mato grosso, suas causas e consequências. Com o aumento da produção agrícola, aliado ao farto desperdiço da produção no campo no momento da colheita, faz com que essa doença se amplia e dissemina rapidamente nos municípios mato-grossenses.

Excedente de alimentos em grande monta espalhados nos ambiente oriundo de remanescentes de colheita de agrícola criam oportunidades propiciam a proliferação de pequenos roedores que bem alimentados reproduzem-se abundantemente povoando as áreas agrícolas e transmitindo doenças aos seres humanos com suas fezes e urinas.

Dia 09-02-2014, a secretaria de saúde do município de Lucas do Rio verde registrou mais um caso de Hantavirose, com a morte de um jovem trabalhador rural de uma fazenda do município de Itanhangá.

Segundo dados da secretaria de estado de saúde, mato grosso, 14 casos da doença foram registrados no ano de 2012. Em 2013 foram registrados 19 casos da doença.  Nos primeiros dias do mês de fevereiro de 2014 o primeiro um caso já foi registrado. Como se vê, a questão começa a ficar preocupante e precisa urgentemente ser debelada. Caso contrário...

Afinal o que é Hantavirose? A palavra é derivada do rio Hantan, onde o vírus - agente etiológico da febre hemorrágica coreana foi isolado pela primeira vez pelo Dr. Lee Ho-Wang. A doença está associada ao vírus Hantaan que é uma febre hemorrágica com síndrome renal, termo que é aceito pela Organização Mundial de Saúde. O que essa doença tem haver com mato grosso? Tem e muito!

Paradoxalmente a riqueza das gramíneas mato-grossenses atraem doenças à população humana. A grande produtividade de milho, arroz, sementes de capins como da Brachiárias Brizantha, Tanzânia... Ricas em amidos e demais nutrientes essenciais à vida atraem animais de variadas espécies para o ambiente.

A extraordinária riqueza em produção agrícola de grãos no estado, aliada ao desperdiço na hora da colheita, aumentam ainda mais o atrativo destes animais, ou seja, da fauna nativa e exótica para o ambiente. Dentre os animais presentes no ambiente encontram-se pequenos mamíferos roedores transmissores do hantavírus.

No Brasil, as principais espécies transmissoras da doença são "Akodon spp", "Bolomys lasiurus" e "Oligoryzomis spp". São animais encontrados em florestas, matas e cerrados do país, que se proliferam  que procriam e proliferam facilmente em remanescentes de colheitas agrícolas onde existe fartura de alimentos.

Como fonte de infestação, infectação e infecção humana, estes pequenos roedores silvestres tem causado preocupação país afora, espalhando doenças aos trabalhadores rurais especialmente. Portanto vejo como de fundamental importância a atenção dos gestores público, empresários, produtores rurais dizimar este perigo nas lavouras de arroz, milho, sorgo, Áreas de produção de Brachiaria...

Como o trabalhador se contamina com doença?  A contaminação se dá através da inalação do vírus - aerossóis, contato com fezes, urina do animal, ingestão de alimentos contaminados, água contaminada... Pesquisas recentemente encontraram evidências em transmissão inter-humana. O período médio de incubação da doença em seres humanos é de 14 dias.

Quais são os sintomas da doença? Febres hemorrágicas com síndrome renal ou febre do sono, classificadas como antropozoonoses virais agudas. Ela se manifesta sob a forma de infecções nas pessoas e varia de quadro grave a letais. Existem dois tipos distintos da doença: febre hemorrágica com síndrome renal e síndrome cardiopulmonar por Hantavírus.

Outras características e sintomas da febre podem variar de calafrios, cefaleia, fotofobia, dor abdominal, vômito... A partir dessa fase pode-se disseminar para o sistema nervoso central e comprometer também os sistemas cardiovasculares e respiratórios. Não existe tratamento especifico para a Hantavirose, a melhor forma atual e utilização de medidas terapêuticas destinadas a outras infecções pulmonares de rotina.
Na prática a profilaxia mais eficiente contra a doença é o manejo ambiental correto, a informação, a orientação e o fortalecimento da educação ambiental junto ao homem do campo, ao produtor rural, mostrando-lhe caminhos para a melhoria nas condições de moradias humanas, na qualidade de vida e no controle de pragas no meio ambiente...

Em mato grosso os municípios que mais concentram ratos transmissores do hantavírus são Campo Novo dos Parecis, Nova Olímpia, Tangara da Serra, Peixoto de Azevedo, Nova Marilândia, Lucas do Rio Verde e Itanhangá.

Em junho de 2013, estive pesquisando a doença nos municípios elencados nesse artigo e pude ver de perto a questão. Alertei e continuo alertando as autoridades sanitárias, gestores púbicos das diferentes instâncias de governos sobre a questão. Nesse viés volta a focar é melhor prevenir do que remediar. Ou será que não? Com a palavra as autoridades competentes!

Romildo Gonçalves é Biólogo
Mestre em Educação e Meio Ambiente
Perito Ambiental em Fogo florestal
Prof. Pesquisador da Ufmt-Seduc
romildogoncalves@hotmail.com
Por: Romildo Gonçalves
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