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MEIO AMBIENTE
     
18 de Novembro, 2016 - 14:18
Justiça Federal se manifesta favorável ao uso do correntão em Mato Grosso

Uma decisão da 3ª Vara da Justiça Federal  negando o pedido feito pelo Ministério Público Federal (MPF) quanto a proibição da utilização do “correntão“ para supressão da vegetação nativa em Mato Grosso,  foi comemorada pela classe produtora. O autor do projeto de lei que autoriza o uso do equipamento, deputado Dilmar Dal“ Bosco (DEM), ressaltou que a resolução judicial leva em conta a legalidade do ato aprovado pela Assembleia Legislativa em julho deste ano.

A legalidade a que se refere o parlamentar, havia sido  questionada pelo  MPF  que requisitou a Justiça Federal,  a declaração de inconstitucionalidade do Decreto Legislativo nº 49/2016,  editada pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso, que sustou efeitos de Decreto Estadual que proibira o uso do "correntão".

O deputado pontua que,  ao contrário do que foi divulgado,  só possível  manusear essa ferramenta de trabalho mediante autorização de desmatamento emitida pela  Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), em conformidade com o que determina a Código Florestal Brasileiro.

"Houve muita especulação quanto a legalidade e o alcance da lei, chegaram a dizer que estávamos autorizando o desmatamento ilegal em Mato Grosso, o que não é verdade. O que fizemos foi permitir que os produtores possam usar o correntão para abrir as áreas previstas pela legislação federal, que corresponde 20% no Bioma Amazônia e 65% no Cerrado. Esse meio é mais econômico e rápido para o produtor mato-grossense, que quer se manter dentro da legalidade", explicou.

Dilmar Dal“ Bosco ressaltou ainda que, sem o uso do implemento agrícola, a atividade fica inviabilizada. Além da manuseio  para supressão de vegetação nativa em áreas autorizadas, ele é utilizado para limpeza de áreas e pastagens e nivelamento do solo para atividade agrícola.

Em sua decisão, publicada no dia 14 deste mês, o juiz Cesar Augusto Bearsi afirmou que o decreto-legislativo é uma norma legal no Sistema Jurídico Brasileiro. Assim, o requerimento por parte do MPF na ação civil pública contra o Estado de Mato Grosso foi negado.


Da Assessoria


 3 Comentários  |  Comente esta matéria!
COMENTÁRIOS
  Nome: Maria
  E-mail: mri@uol.com.br
  Publicado às: 18/11/2016 - 18:25:37
  Cidade: Juina

ENTÃO O USO DO CORRENTÃO NO DESMATAMENTO É UM CRIME AMBIENTAL QUE VOLTOU A SER LEGALIZADO, ISSO É UM RETROCESSO PARA O MEIO AMBIENTE.
  Nome: OMAR TELO
  E-mail: omartelo@hotmail.com
  Publicado às: 18/11/2016 - 18:06:08
  Cidade: sinop

Exatamente no momento em que entidades internacionais gravam um programa para a National Geografic no Mato Grosso, tendo Gisele Bundchen como apresentadora, sobre o desmatamento da amazônia. Parabém Deputado Dilmar.
  Nome: Felipão
  E-mail: felii@uol.com.br
  Publicado às: 18/11/2016 - 16:38:02
  Cidade: Sinop

ESSA PRÁTICA DO USO DO CORRENTÃO É CRIME AMBIENTAL É UMA FORMA DE ARRANCAR TODAS AS PLANTAS QUE ESTIVEREM PELO CAMINHO, UMA FORMA RÁPIDA DE PROMOVER O DESMATAMENTO E ALEM DISSO SÃO ARRANCADAS ÁRVORES QUE TEM SUA DERRUBADA PROIBIDA POR LEI E DE ESPÉCIES QUE ESTÃO EM EXTINÇÃO QUE NECESSITA DE PRESERVAÇÃO E AINDA MAIS COMPROMETE OS ANIMAIS QUE VIVEM NA ÁREA QUE TEM SEU HABITAT DESEQUILIBRADO E EXTINTO, PORTANTO ESSA PRÁTICA DO CORRENTÃO NÃO É RECOMENDADA EM NENHUM LUGAR DO MUNDO PELO DANO QUE ELA CAUSA PRINCIPALMENTE AOS SERES VIVOS. AVANTE MPF
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